19.8.08

ilusão de ilusões


na alegoria da caverna, de platão, os seres humanos, prisioneiros numa caverna, de costas para a luz, só podem ver o movimento de sombras projectadas na parede. por isso para eles, as sombras são a realidade. quando alguns desses homens, depois de se libertarem das correntes e saírem da caverna, regressam para contar aos que continuam prisioneiros o que viram lá fora, estes ignoram-nos e ainda os acusam de mentirosos e loucos.

17.8.08

sossego

quando lhe vejo a etiqueta do love à frente das questões existenciais.

the last two


achas mesmo?!

pinheiros e limoeiros


altos e sábios. já os antecipei numa carta de fada, há uns anos atrás. vi-os ontem, quando estive lá :)
dois dias a purificar o figado, com água morna e limão, ao acordar. hoje cortei o limão ao meio e encontrei dois dos caroços, germinados... plantei-os.
está um dia morno, dia de estudo e sorna na varanda.

15.8.08

no fun

nuno + 35 anos + mora no lumiar + segurança de qq coisa + amigo ou conhecido da lili que era a barwoman + shot* = um selvagem.
jo = praticamente coma alcoólico = uma totó.
*parece que estou muito desactualizada... afinal era uma "unha".

14.8.08

***

5ª***:)

13.8.08

criatividade-dor-paixão-horta?


no filme “o sexo e a cidade", a actualidade. o argumento é de um homem.
em "lendas de paixão", início do séc. passado. o argumento é de uma mulher e nele quase me pareceu que morria de tanto me sentir viva.
o mundo está muito esquisito e no meio de sonhos de intensidades perdidas, vou gostar de ter uma horta :)

(I) esmagada,


pelo absoluto e pela genialidade em todo o seu esplendor 2x :)

(II) fogo,

que sorte!! :)

partida-"lagarta"-fugida-08/09


para já,
1- estudar.
2- escrever.

12.8.08

bebés


nunca fui madrinha de nenhum bebé, o que provavelmente, revela que sou um mau partido. mas fui muitas vezes a primeira a saber da boa nova, mesmo antes do respectivo pai, o que provavelmente significa que sou de confiança. uma em especial, apesar dos anos que já passaram, ainda me enche de orgulho :)

?


será possível a coexistência da antipatia, com a falta de educação, com um bom carácter? será?

10.8.08

hoje

é o primeiro dia do resto das nossas vidas.

9.8.08

mergulhar no claro-escuro


demorei muitos anos, à mercê da vida a tornar-me, contra a minha vontade, emocionalmente independente de quem quer que fosse, filhas incluídas, e por essa margem de segurança, pago o preço mais elevado. era preciso o céu para eu a ultrapassar novamente, e o céu, para mim, significa a certeza impossível de não voltar a ter medo de viver, num abandonar que quase já não me permito, porque quase já não me atrevo. o instinto diz-me que se assim é, é porque é assim que tem que ser, e eu dou-me bem com o meu instinto, apesar de nem sempre o ter ouvido. foi precisamente quando me dei pior, e agora que cresci à força e deixei de acreditar (acredito mas não posso dizer) em castelos, tenho que o ouvir quando me sussurra, que primeiro devo ver a luz brilhar, antes de apontar logo uma lanterna, mesmo correndo o risco de ficar às escuras. até porque não tenho medo do escuro, já não. pode ser até muito reconfortante e tranquilo.
não quero nem tenho que decidir nada, e a questão é mesmo essa. ter sido sempre eu a decidir, naquelas que nunca foram as minhas escolhas. fui sempre eu que acendi a luz, a minha e a dos outros. agora, encontro a luz na tal margem de segurança que me afasta do engano, da mediocridade, mas acima de tudo da dor e dos medos das pessoas. a verdade é que me custa acreditar na possibilidade de alguém que chegue para a minha medida, seja lá o que isso queira dizer. de tudo o que tenho de mais banal ao mais original. de tudo o que preciso do mais elementar ao mais sublime. tenho-me em grande conta é verdade, não de tamanho mas de formato. não quero ter de acreditar num formato que não é o seu, e viver do prazer que isso lhe possa fazer sentir. quero alguém que me acrescente, porque andei a vida toda a acrescentar aos outros, que me sugaram, na necessidade de acreditarem no que deles próprios não viam nem vêem. alguém que me acrescente! sff, porque eu ainda quero crescer, respirar, preguiçar, descansar para poder criar, para assim poder dar... o argumento é uma falácia e eu sou boa nisso, tramo-me portanto a mim própria porque me ouço e me convenço, pois… mas eu corro, corro sempre, na tentativa de ser livre, de poder, do medo. espero que ainda a tempo de desfrutar os castelos no ar em que, nem às paredes confesso, mas acredito, preciso de acreditar para respirar, caso contrário sei viver é verdade mas qual é o sentido? life is what happens to you when you're busy making other plans (John Lennon). ok então continuo ocupada a (sobre)viver, e o que for ou que puder ser, será, em paz.

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a propósito de alguém que um dia destes fazia o balanço de parte da sua vidinha, lembrei-me também eu dos meus propósitos para este ano da vidinha minha, porque sim. também eu entre desafios e objectivos feitos à minha medida, tenho na minha lista, desfrutar, respirar melhor, comer melhor, mexer-me mais, rir mais, dormir melhor, entre outros. tinha lá também, dar mais…, sorrisos, ouvidos, olhos, abraços, beijos, importância, atenção, dar!… dar também, esta informação a quem anónimo no escuro do meu blog a quiser aproveitar.
as imagens não são grande coisa, devem ser multiplicadas por mil de maravilhoso. são apenas três casas, duas para max. 5 pessoas e uma para máx. 3. lareira e sauna e uma canoa, em cada. a decoração não é grande coisa e receio pelas imagens, alguma degradação. Vale, vale mesmo pela envolvência, pela natureza, rio, cascatas. há 10 anos, passei lá umas férias que me ficaram para a vida. tinha guardado nos segredos do coração este sítio, como “trunfo” secreto só meu, de felicidade futura. a quem quiser, a quem puder, estou a dar.

ontem,


pura emoção. apenas e só no olhar das capacidades da criatividade humana. tudo o resto é vida também ela humana, também ela na sua própria medida.

em tempos de ajustes,


sinto-lhe os nervos da aparente impotência (muita ultimamente), agora também da distância...
não gosto da sensação. sei, mas não gosto de jogar, não me pertence, o nervoso, a falta de paz, o instinto desencontrado do ser, mas próximo do poder.
veremos, para já não sei, aguento-me no sentir, que não confia. é essa a diferença...

8.8.08

hoje


nem a ervilha me acordava.

(08+08+2008)=(16+10)=26=(2+6)=8*


não estava à espera e por isso foi mais duro do que o costume. já percebi que o efeito surpresa foi o que mais custou e deixou marcas, na minha vida. o procedimento, desta vez da tesouraria, não me permitia inscrever nas cadeiras, que deixei para 2ª época, por causa da dívida que fiquei de pagar até ao fim do mês. o último dia para a inscrição era ontem. as pernas fraquejaram-me, o coração disparou aos zig zag, as lágrimas... e entrei, mais uma vez, em modo de urgência, que de sobrevivência ainda nem de lá saí. pedi nomes, pedi audiências, contei a minha história (já não a aguento), escrevi exposições, requerimentos, e esperei, esperei, esperei. a secretaria e a tesouraria fecharam mas os funcionários aguardavam, em nervos porque tinham de ir de fim-de-semana, a chegada da chefe de secretaria, que dado o “estardalhaço” que fiz, directamente a deus, teve de subir aos céus para de lá trazer o meu suplício devidamente autorizado. foi tanto o tempo de espera que quase achei que os deuses tinham mudado de ideia e que deviam estar loucos. valeu-me o dia 8* para sossegar a crescente incerteza. pedi desculpa aos funcionários… paguei, como sempre com mais do que a conta… estou inscrita.
*segundo a numerologia, 8 é o número da realização de projectos materiais e do controlo da matéria. representa materialização dos desejos, poder, equilíbrio, competência, determinação.

7.8.08

o tempo passa...


convidaram-me para sair. fui.

a propósito

de um post de um amigo e da frase que roberto benigni proferiu na entrega do óscar :“I would like to thank to my parents (…) they gave me biggest gift: the poverty.”. sem querer comparar todos os intervenientes, claro está :), acabei de realizar que posso agradecer aos meus o mesmo. é verdade que já senti muitas vezes nesta medida, a possibilidade de crescimento, mas nunca tinha visto a coisa por aí e olhem que já a vi de muitas formas...
não se consegue trazer para aqui o vídeo do youtube porque está registado, mas vale mesmo a pena ir lá recordar.

liberdade





"Foi em 2003, aquele ano que todo somado dava 5. Foi na sequência de um fim de tarde ou início de noite, um dos mais horríveis que vivi, estava lá a Sol… Bem, mas essa parte já escrevi noutra carta e por isso adiante, horror, horror, tristeza, tristeza, perplexidade, crescer? Hospital de Santa Maria, urgência dos adultos. Nunca lá tinha estado antes. Tristeza, perplexidade, tantos velhos sós. Ortopedia, a voz do médico observava-me, curioso a minha mão e a mim. Tristeza dizia eu, sentia. O Mundo está doente, ouviu? Pela voz soube que o médico tinha ouvido, pela voz soube que o médico tinha sentido. De receita na outra mão, saí e fui ter com a A. que estava à minha espera. Enquanto percorríamos os corredores para abraçar o escuro, o médico aparece a correr num entusiasmo da procura – se precisar de alguma coisa, se precisar de conversar... Eu confusa e certa do Mundo doente, agradeci e até hoje nunca mais o vi. – Quem era aquele? Perguntou a A. em jeito de queixo caído. – O médico, acho… só o ouvi. Respondi eu triste, tão triste. – Mas é lindo! – Exclamou a A. numa tentativa desesperada de me animar, entretanto comigo no escuro, da noite fria que eu não sentia. – Ah sim?! E?! O Mundo está doente! A M. tem exame amanhã e não tem que saber hoje, destas coisas do Mundo. Enrosco-me, perdida, no edredão e apesar do Mundo doente, durmo. Acordei a meio da noite com a dor da mão e do Mundo a correrem novamente para mim. Fechei os olhos devagarinho e fingi que continuava a dormir, para que não me vissem… lembrei-me então do médico, da voz que me via, que me sentia. E fiquei-lhe agradecida, porque num Mundo doente, existia assim, enquanto eu adormecia... Estávamos os sete, juntos e alegres, íamos andando em direcção à casa, o MST orgulhoso e entusiasmado caminhava ligeiramente à frente. Era uma casinha, pequena, baixa (como gosto de casas…) com uma fachada branca caiada, com uma porta e uma janela, nada mais. Entrámos e a luz juntou-se à nossa alegria. Estávamos numa sala, apenas cheia de luz, com duas janelinhas quadradas, uma de cada lado. Em frente um corredor largo baixo e inclinado avançava entrecortado por outras salas de sol e de luz. Eu estava feliz e excitada. Sabia porque estávamos ali. O MST estava muito agradecido… e queria retribuir. Tinha-nos levado àquela casa atelier/museu, tesouro, da mãe dele, para que pudesse-mos escolher um presente, um para cada um. Íamos atravessando as salas, tortas e diferentes, cheias de amor enquanto eu olhava para alguns quadros, um aqui um ali… Chegámos! Nunca tinha estado num Jardim assim! Estava vivo este Jardim! Um lago, árvores, flores, pássaros, um Sr. Ouriço, borboletas, luz tanta luz! Peixes que saltavam, as cores mais vibrantes que alguma vez tinha visto, pedras vivas! A brisa morna e eu numa excitação urgente, voei! Voei naquele Jardim tão vivo, voei baixinho por cima do lago onde molhei os dedos dos pés. Os sons, as cores! E eu a voar fazia parte de tudo, do todo e era feliz. Reparei então que no meio de toda aquela vida estavam tantas outras coisas maravilhosas. Instrumentos antigos, bonecas e bonecos, roupas encantadas, brinquedos e tesouros! Percebi porque é que eram tão maravilhosos… cada um tinha uma história feliz para contar e faziam parte do Mundo, que não está doente, da dona daquela casa. - Vá lá, depressa, não temos muito tempo – disse o MST. Comecei a ajudar os outros a escolherem os tesouros que mais se pareciam com eles. Olha S. aquele acordeão! Olha D. aquele comboio! Corríamos de um lado para o outro encantados naquele Jardim e um a um abraçados aos seus novos tesouros, que podiam agora continuar a história feliz. Faltas tu Joana! Vá depressa que não tenho mais tempo, dizia o Miguel. Olhei em volta um pouco aflita. Afinal de contas é difícil escolher assim… à pressa. Pois… há uma coisa… tenho a certeza que deve estar por aí. Mas provavelmente é demasiado preciosa e não quero abusar… Sabes, acho que sei o que é que gostava de ter… - Então diz, depressa, que temos mesmo que ir. Bem, está bem, gostava muito de ter os personagens da Menina do Mar! – Disse eu quase em euforia semeada de algum pudor despudorado. O Miguel sorriu e respirou fundo. Durante um segundo o Jardim vivo susteve a respiração, até o ouvir dizer: - Pois, parece-me uma escolha importante, um dos tesouros mais queridos da minha mãe. Um tesouro assim precisa de ser conquistado, mais ainda. Eles estão aqui, neste Jardim, é verdade, mas para poderem ser teus tens que adivinhar onde estão. Não os podes procurar a não ser com o olhar, com o coração. Agora o meu coração batia forte, tão forte! E se não consigo? Onde estarão? A Menina do Mar, o Caranguejo, o peixe, o polvo… sim o polvo com os seus tentáculos! Compridos e finos… devem estar todos juntinhos assim, a dormir num sono encantado, à espera. E se eu não os encontro? Agora que já são tão meus… Olho para tudo com a atenção do coração. Aquele banco vivo, deste Jardim… comprido como os tentáculos… a base do banco parece uma caixa… Será? Depressa acabou o tempo, Liberdade tens que escolher. Sim… aquele banco…? – Vai lá ver, tenta abri-lo, não pensei que conseguisses… se conseguires abri-lo de um gesto só… - suspirou o M. Corri para o banco! De um gesto só? Não tem fecho. Eu agora passava as mãos naquele banco e sentia-os vivos, lindos! Não tem fecho… talvez este rebordo… sim só pode ser esta ranhura… abriu! E lá de dentro saltaram maravilhosos, a Menina do Mar o Caranguejo, o Peixe, o Polvo os seus tentáculos! Compridos e finos! Todos! Abracei-os feliz e ria, ria e estava tão feliz! Acordei, a M. tem hoje exame e o Mundo que está doente suspira-me que ainda pode, que ainda sabe ser feliz."

6.8.08

pessoa


:) *

2.8.08

foi...


tão giro e tão bommmm!!!!!
e o quanto me fizeram sentir viva...
para a semana há mais. é assim a impermanência. ah pois é, e a seta do cupido treme para sair, que o mundo está lá fora. :)

1.8.08

sua alteza... minha amiga,

PARABÉNS!!!!!!!!!!!!

*

31.7.08

amor-absoluto-de-corações-de-princesas-de-orelhas-macias


quando o meu amor absoluto nasceu pela segunda vez, expliquei ao meu amor absoluto primogénito como é que funciona a “divisão do amor” como dizes tu. peguei numa folha branca e numa caneta de feltro encarnada e desenhei um coração. – este é o meu coração de joana – disse eu. depois comecei a pintá-lo e enquanto isso fui-lhe dizendo: - isto é o quanto eu e ele gostamos de ti. pintei-o TODO. depois fiz outro coração ao lado. – é outra vez o meu coração, queres ver? é sempre o mesmo, só o estou a desenhar outra vez para perceberes melhor. comecei então a pintá-lo de novo, enquanto lhe dizia o quanto gostava também, do meu recente amor absoluto, pintei-o TODO. – vês, não foi preciso “dividir”, porque os nossos corações são mágicos e conseguem gostar TUDO, quantas vezes for para ser ou quisermos que seja, sem “dividir” nada. vi que ficou aliviada, e curiosa quis saber como é que era o meu coração com o pai. então fiz outro coração ao lado, enquanto lhe dizia, - vês..., é sempre o mesmo, o meu de joana, pintei-o TODO. mas desta vez de outra cor.

30.7.08

mãos ao alto!


sim, é tudo uma questão de tempo, já soube, porque já senti. o encontro não é de agora, reconheci-o assim que o senti. confesso a pena que às vezes tenho no sentir de razão. eu, encontro-me mesmo que noutros mundos, para já comigo. fui a ponte e isso será bom, um dia, ainda assim.
(este post já estava escrito, guardei-o em rascunho porque sabia que seria mais oportuno um dia... foi hoje).

29.7.08

amor

tenho uma amiga que não é palhaça (nunca gostei de palhaços), mas que perde e ganha tempo a fazer-me rir :*

vizinhos


no mesmo sonho.

encontros

no desencontro.
na 6ª jantar e ida ao bairro alto.
encontros.

3 anos


de céu azul, sem fumar :)

28.7.08

:)

digit...


byte?... (P&F Setembro - Infantário ou Infectário?)

27.7.08

olhar, cheirar, comer e curar...


fui ao hcg ver se comprava finalmente o limoeiro que passei a querer ter (para já, na varanda), depois de anos a desejar uma laranjeira. havia lá três amostras, magrinhos magrinhos só com um pauzinho à laia de tronco e sem limões à vista, claro está. resolvi passear pela estufa, tal e qual como costumo fazer nas livrarias. mente aberta mas tranquila, sem grande expectativa, logo se verá se me piscam o olho. vi flores de todas as cores. buganvílias que já quis ter. vi bambus, fininhos e altos, caros porque estão na moda, gosto deles. vi palmeiras, muito grandes, cai a varanda. vi oliveiras, pequenas, gosto muito delas, quem sabe dentro de casa :). mas o que eu queria mesmo era um limoeiro… porque é árvore, porque dá limões duas vezes ao ano, porque com os limões podemos fazer limonada e chá, tartes e temperos, gosto da utilidade da coisa… continuei o passeio e vieram-me à memória dias de férias com amigos no alentejo e uma mulher sábia que se riu do meu espanto e interesse por um arbusto sem graça mas cheiroso e que dava para fazer chá e temperar saladas e cozinhados vários. lembrava-me só do nome, nem do aspecto nem do cheiro, lúcia-lima. será que têm? não… ok continuo o passeio. a certa altura reparo num vaso com uma plantinha insignificante, no meio de plantas e mais plantas que não sei o nome. toquei nas folhas, cheiravam muito bem… a limão :) será? aloysia citriodora… - olhe desculpe, será que aquela planta aloysia citriodora não é uma lúcia-lima?
:) por 10€ trouxe 4. no regresso enfiei-me com elas e com um magnum branco numa máquina de lavagem de carros, porque já nem sabia de que cor estava o céu. acartei e arrastei com um saco de 45l de terra e um vaso que já as esperava há meses no porta bagagens, grande e azul. fiz das 4 uma, plantei-a, reguei-a e agora está aqui na varanda a cheirar maravilhosamente, ao meu lado e da cadeira confortável, do banquinho e da almofada para os pés. a vela e o incenso também cá estão, qual aroma terapia, qual varanda dos sentidos :)
entretanto a amiga mandou msg lá das terras do sul e também de lá as filhas mandaram notícias a contar das satisfações e do amor de uma pela outra. tenho sorte, por poder ser e sentir-me assim.

25.7.08

e viva a rua sésamo!!

da mim para mim e de mim para outra amiga :)

grito:


perder
tempo
não quero
perca de
tempo
não gosto
sem
tempo
deste
fora do
tempo
saio
que o tempo lá fora está morno, bom e excitante
e aqui é tempo apenas de tatá
... - arrebenta o jogo!!

23.7.08

22.7.08

menos

quatro!!!!*

noites de varanda

até agora, a melhor. sem aragem mas com direito a vela e incenso. ainda na psicometria.

21.7.08

don´t worry be happy


daniel gilbert, phd, de harvard; daniel kahneman, phd, de princeton; shelley taylor, phd, da universidade da califórnia, em los angeles; edward diener, phd, da universidade de illinois; becca levy, phd, de yale.
mais amigos novos!
:)

20.7.08

genes seus, genes meus...

a minha mãe que está a ficar sábia não soube comunicar, mas sabe comandar. eu há medida que vou ficando sábia, nunca soube comandar mas sei comunicar. será que os responsáveis deste desencontro são os genes do meu pai? gosto deles :)
Nota: não sei em que raça de perspectiva é que eu escrevi isto... ou sob o efeito de quê... não acho nada disto! :)

plano I mutante


palavras chave: psicologia; saúde; prof. cassiano; prof. joão piçarra; carl rogers; martin seligman; psicologia positiva; clinica; mestrado 1ºano; lusíada; inglês; university of pennsylvania's college of general studies graduate programs (master of app); mestrado 2ºano; jil fullerton-smith; dr. oz; nutrição/alimentação; patrick holford; londres; investigação; escrita; crianças; mulheres; idosos; demência.
para já, entraram 3 homens cruciais e uma escola, quais cerejas no cimo do bolo. sou uma mulher previligiada.

19.7.08

gosto

de desafios, dão-me gozo, estimulam-me. o que nasceu este ano e que acho ter vindo para ficar, chama-se desfrutar. é difícil, provavelmente por parecer simples neste nosso mundo cada vez mais complexo, mas eu vou chegando lá. para já estou aqui na minha varanda quadrada, depois de ter estudado psicometria, debaixo do céu escuro que sei ter estrelas, ao lado de uma árvore velha amiga, muito confortável numa cadeira gira e barata do IKEA, descalça de pernas esticadas num banquinho cor-de-rosa com uma almofada, o portátil no colo e ali ao fundo, o café mais in da zona com o pessoal bem paginado na explanada, nesta noite morna e macia. enquanto isso três-livros-novos-que-me-piscaram-o-olho e que comprei com cheques fnac :) esperam-me na cama, antecipo... ah! e como dizemos cá em casa, cão passeado, serão descansado! gosto.

plano de vida I


palavras chave: psicologia; saúde; carl rogers; psicologia positiva; psicodinâmica(?); clinica; mestrado; lusíada; inglês; dr. oz; nutrição/alimentação; patrick holford; jil fullerton-smith; londres; investigação; escrita; crianças; mulheres; idosos; demência.
para já são estas as palavras chave de um dos meus planos de vida e como são mais do que as previstas nas normas da APA, quer-me parecer que quando forem apenas cinco, então sim, estará pronto a ser publicado e poderá ser feita ciência :)

12.7.08

rir

*

a viola

deixei de a ouvir há seis anos. Só chorei quando a vi partir.

tempo


fogo! não posso chegar um dia e decidir hoje, deixar de ser aquilo que era ontem. e é assim que tudo, é sempre apenas mais um dia.

7.7.08

as árvores da minha rua,


dão-me colo e embalam-me, a mim e aos pássaros...

é também...

na capacidade de sentir e exprimir desgostos, que a humanidade de cada um se revela.

4.7.08

não correu,


nem bem nem mal, não correu. ao fim de 5 minutos saí. foi no que deu deixar-me pressionar daquela maneira. um mês foi o suficiente para perder o fio à meada :( resultado martírio adiado com oral acrescentada e resta saber o desfecho...

3.7.08

amores "meus"

ontem expirei uma, hoje inspirei outra. é assim o meu respirar de mãe em tempo de férias.

2.7.08

presente


que hei-de oferecer-me, antecipo :)

1.7.08

menos

três!!!

30.6.08

estrelas no céu de cá...


não se vêem mas eu sei que estão lá.
se calhar é esse o problema... saber.

29.6.08

III: como sou bem mandada

fui dar banho ao cão. mesmo :)

prometido é devido

receita 1:

fruta do pomar! :)

II: ou numa versão menos espiritual...

en garde

touché!


I: chapada...


de luva branca. doeu, doi sempre, não é? :)

27.6.08

menos

dois!!

24.6.08

menos

um!

salta a pulga...


a pinto e castro reencontrou-se com a nogueira e viveram felizes para sempre!

22.6.08

quem morre...constantemente


(Pablo Neruda)
ah pois é... assim que acabar os exames, tenho que me organizar ou reorganizar, como se queira e tratar de alguns destes assuntos, urgentemente porque também eu morro lentamente.

23-06-08
ando assim, inconstante, constantemente no medo. a morte do pablo neruda já não me parece, já não.

17.6.08

...?? ...

não é que a medida não me sirva na perfeição, ao ponto de a reconhecer como parte de mim, mas... será da casa!!!?

15.6.08

afinal não sou só eu

que tenho medo, quando de frente com aquela que poderia ser, apenas isso, poderia... não teria que ser, a imensidão.

versão-minha-trágico-cómica-de-um-qualquer-ditado-não-sei-de-onde


lá para os confins do Tibete, perdida no meio do aparente nada, vivia uma família muito muito pobre. Num casebre decrépito sobreviviam, um homem-pai cansado e triste, uma mulher-mãe vergada pela dureza do dia a dia e muitas crianças-filhos, magrinhas magrinhas, sujas e descalças sempre doentes e com fome e uma vaca tão magra que mais parecia… sei lá o quê. Um dia igual a tantos outros, passou por ali um monge e o homem apressou-se a cumprimentá-lo numa vontade esquecida mas urgente de mundo e esperança.
- Olá monge! Tu que és tão sábio e corres Mundo podes dizer-me o que hei-de eu fazer para melhorar esta minha difícil e triste vida, bem como a da minha família? – perguntou o homem com um suspiro.
O monge olhou para o homem-pai, para a família, para o casebre e depois fitou o horizonte.
- Vende a vaca…! - disse ele.
- A vaca?! Não posso! – lamentou-se incrédulo o homem.
- A vaca é o meu único sustento! Com ela posso arar o campo, quando calha ter forças…, posso fazer manteiga e… o leite! Depois é que fico sem nada! Não posso vender a vaca!!
O monge olhou com doçura para o homem (sem condescendência…) e repetiu:
- Vende a vaca… - E partiu pelo Mundo em direcção ao horizonte.
Passaram cinco anos, acho eu, ou podem ser três. O monge sempre em direcção ao horizonte voltou a passar ali perto. A impermanência da vida faz com que apesar de às vezes a vida parecer circular, na realidade é experiênciada de forma diferente e por isso sempre na direcção do horizonte.
O homem assim que avistou o monge correu até ele.
- Olá monge! – saudou-o com alegria.
O monge reconheceu então o homem-pai, agora alegre, corado e bem vestido. Olhou e viu uma bela casa, a mulher-mãe contente e tranquila que abraçava os jovens-crianças-filhos que chegavam da escola, numa bela carroça puxada por dois belos cavalos. Viu também os campos lavrados em volta da casa e um tractor.
- Fico contente de te ver e à tua família tão bem, felizes e com saúde! Afinal o que é que aconteceu que originou tão grande mudança? – perguntou o monge sábio na serenidade de quem sabe a resposta (sem soberba…).
- Arranjei coragem e vendi a vaca! – riu o homem.
- Depois… como deixei de ter a única medida que me mantinha mas que afinal de contas só me trazia tristeza… olhei para o horizonte e fui à procura da minha felicidade.

como Braga não é no Algarve

tenho absolutamente de me pôr a estudar. socorro os exames estão à porta!

14.6.08

éramos nós


(29-04-06) (eu sou a fotógrafa, e a menina dos anos :)
ainda somos, menos de nós (com uma maravilhosa excepção) e melhor de nós. e a pateta da laranjeira continua de boa saúde, agora de frente para o sol.

13.6.08

provérbio-da-minha-semana

"um medo com outro medo se apaga"

10.6.08

agora...


vou passear com o cão

ainda...



carl r. rogers... "sobre o poder pessoal" é o livro que, na minha opinião de momento, dando o desconto da tradução em português do brasil e o facto de ter sido escrito em 1979, era bom, pertinente e por isso importante, mulheres e homens lessem. Mesmo que de lá ficasse apenas uma palavrinha... vida.

enquanto isso...


tento quase desesperadamente encontrar-me, o que acredito signifique libertar-me do medo, do terror. Caramba que o susto ou sustos foram mesmo enormes! Pois se eu até sou tão corajosa!

9.6.08

o primeiro de todos


Insónias, PAIS&Filhos, (1997)
o bloqueio à (des)informação estendeu-se, desta vez de modo forçado, à tsf do rádio roubado do carro… juntamente com o rádio foram dois porta CD´s cheios, um auricular, um carregador de tlm e uma mala de pele, da escola, daquelas que quando fosse velhinha é que seria gira. Foi uma experiência estranha, a desse dia, porque apesar das perdas fiquei contente, porque não partiram nenhum vidro, não estragaram a fechadura e deixaram todo o conteúdo da mala o que equivale a dizer apontamentos exclusivos da-croma-que-sou-hoje-em-dia, de todas as minhas aulas. Mas principalmente a minha improvável satisfação resultou do facto de terem literalmente ignorado a existência no porta-bagagens de um e-mac e DO-MEU-PORTFÓLIO-COM-10-ANOS-DE-DESENHOS-PUBLICADOS-ORIGINAIS!!! Quando percebi que tinha sido roubada, fui com as perninhas a tremer abrir o porta-bagagens e agradeci aquele roubo.

amor e dedinhos dos pés


agora que deixei de ver canais portugueses, o que na minha prática significa deixar de ser bombardeada e manipulada por notícias violentas, naquela que é a medida perversa e redutora da máquina economicista da comunicação social… liberto espaço para as maravilhosas dimensões e expressões dos seres humanos.

5.6.08

encontro com a minha congruência


o ano passado tropecei no giddens. este semestre gostei de jung, mas o carl rogers respira igual a mim. é bom quando os caminhos vão tomando forma, na nossa própria medida.

29.5.08

fechar, definitivamente, um ciclo


"acabei de chegar... é espantoso como por vezes nos permitimos achar que percebemos tanto, até dos outros... e o desencontro da verdade, mesmo que sem querer é brutal. durante anos não me chocava, agora nem sempre é assim. acima de tudo o meu novo amor-próprio ou centro, não me deixa mandar para trás das costas aquilo que me fere.
não, não percebes nada, não podes e nem te julgo por isso. nunca o fiz, e numa paixão, entrega, crença, na tua pessoa, e de vontade... sempre te vi em todas as possibilidades até de serem tuas as decisões finais, se daí resultasse bem-estar e eficácia.
quanto ao querer sempre pegar nas pontas todas, bem... parece que é a história da minha vida, principalmente em relação às pessoas por quem senti sempre a necessidade de me entregar, por vezes acima dos meus limites. não conheço muita gente assim. já um dia te escrevi, que sei que não és, nem podes ser a minha confidente porque não é uma coisa natural em ti, respeitei sempre essa tua medida sem tirar em nada tudo aquilo que em ti, consigo vislumbrar como ser humano. e sei que já te viste muitas vezes melhor, no reflexo dos meus olhos...
o meu compromisso para já como certo é esse. aquele que te permite confiar, partilhar, confessar, destruir, reconsiderar, hesitar, exigir, sonhar, arriscar, mandar, extravasar, criar, abandonar, sem que nada do que deve realmente ser importante, se perca. ridículo pois, é eu sentir necessidade, por silêncios desprovidos de sentido e cheios de certezas, de proteger a medida da minha entrega, em horas contadas pelo relógio. é pena que rumines tanto, sente-se... imagine-se pintar assim... e eu lá fui tentando adivinhar, sem querer invadir, enquanto tu, muitas das vezes apenas te tentas, numa medida de quantidade, medir, sentir e validar através, por vezes, do desvalor dos outros. a soberba de "arrumar milhares de coisas"... boa! és muito boa! melhor dos que os outros! e como consequência, mesmo que não a questão, os outros nunca estarão à altura. sou boa a ler nas entrelinhas e fui-me habituando, mais do que hoje em dia acho razoável, a ler tudo, até o meu valor, nas entrelinhas. mas até para isso é preciso que existam linhas. não, às vezes acho mesmo que não percebes nada e isso já nem é assustador (desliguei o botão), é só triste. para além de tudo aquilo que sou ou não e represento ou não... tudo o resto é paixão, de entrega, de crença, de vontade...
a partir daqui, o que me dizes passa para uma medida que não é a minha e que mais uma vez me parece soberba e aliás me ofende. não tenho por hábito comparar galhardetes, nem filhos nem canseiras, não me serve, não me é natural não me sossega. é por isso que por regra te poupo às minhas. é ridículo precisar eventualmente de te explicar, logo a ti, a medida do terror, não da canseira, que já não sinto, como sabes, porque não posso morrer.
... a minha mãe tem 62 anos, e está num outro continente, sozinha a dar tudo o que tem e sabe a troco de muita pouca quantidade, mas de certo muita qualidade...
antes da vantagem de estar no jardim, viste com certeza alguma vantagem na minha pessoa, primeiro ainda do que eu, que quis garantir a todos que não era um engano (conheço poucos assim). acho que não te enganas na pessoa, sendo que isso dependerá sempre de mim, mas sinto um triste desencontro nas razões, que são apenas tuas. para além de tudo aquilo que sou ou não e represento ou não... tudo o resto é paixão de entrega, de crença, de vontade...
desculpa mas como eu não escrevo, nem rumino, como tu, já são estas horas e eu tenho que ir passear o cão para tentar pôr-me a estudar a merda de psicometria porque os 18 e 19 que tu às vezes anuncias com um orgulho muito próprio, só são possíveis porque também de tarde e de noite existe paixão entrega, crença e vontade...
corres para onde? e porquê? eu encontrei o centro… não desejas mais do que eu, que tudo dê certo. são apenas diferentes algumas das razões, como diferentes são duas pessoas mesmo que igualmente boas. eu sei isso, de mim e de ti.
... tudo o resto é paixão, de entrega, de crença, de vontade... eu devo, claro que sim e tu cobras, nos silêncios e aqui."

27.5.08

- ó mãe quando as pessoas morrem vão para o céu?


(- ó mãe quando as pessoas morrem vão para o céu?)
é nestas alturas que dou graças ao meu gene quem-sabe-avariado... quando a primeira perguntou eu também fiz o melhor que pude - que há pessoas que não acreditam mas que eu acho que as pessoas quando morrem... - vivem tipo os ursinhos carinhosos, com nuvens casa! E nuvens móveis! – disse ela contente. – Pois..., pode ser isso, afinal não se sabe, não é? – respondi contente e aliviada. A segunda não pensou nisso muito cedo, tinha mais que fazer e quando o fez foi directa ao assunto – ó mãe acreditas que há vida depois da morte? - … Há pessoas que não acreditam mas eu … acredito, mesmo que numa versão reciclada, claro está! Afinal não se sabe, não é? – respondi contente e armada em boa! Ficou com um ar satisfeito. Não voltaram a perguntar, mas quer-me parecer que entre ursos, nuvens, reciclagem e sabe-se lá que mais, foram arranjando teorias boas. Afinal não se sabe, não é?

25.5.08

a liberdade na insegurança da solidão

primeiro percepcionávamos a necessidade que temos dos homens pelo que de mais básico nos pertence, a biologia, a genética, a sobrevivência, nossa e das crias, a continuação da espécie. Juntávamos-lhe a razão e sentíamo-nos em segurança.
Depois percepcionámos a necessidade que temos dos homens pelo que de mais básico nos pertence, a biologia, a genética, a sobrevivência, nossa e das crias, a continuação da espécie. Juntámos-lhe a razão e a emoção e sentíamo-nos em segurança.
Depois disso percepcionámos a necessidade que temos dos homens pelo que de mais básico nos pertence, a biologia, a genética, a sobrevivência, nossa e das crias, a continuação da espécie. Juntámos-lhe a emoção e a razão e sentíamo-nos em segurança.
Agora que o mundo mudou, a sociedade mudou e os papéis mudaram, estamos rapidamente a deixar de percepcionar a necessidade que temos dos homens pelo que de mais básico temos, a biologia, a genética, a sobrevivência, nossa e das crias, a continuação da espécie. E assim estamos a prescindir da emoção, por falta da razão. Será este o preço da liberdade, de escolha, que nunca tivemos? É um preço duro, para as mulheres e para os homens, pelo que de mais básico nos pertence, a biologia, a genética, a sobrevivência, nossa e das crias, a continuação da espécie. Na liberdade, sem a razão, sem a emoção e ainda assim a precisarmos de nos sentir em segurança, a solidão.

29.4.08

42!!
muito de improviso, com assuntos improváveis pelo meio, foi muito muito bom e agora que penso, estiveram absolutamente os certos e maravilhosos :)