
22.11.08
a(mar) o céu e o sol

16.11.08
a turma
12.11.08
11.11.08
decididamente,
(des)encontros
10.11.08
:D

7.11.08
6.11.08
poder do piroso . poder da fé
quando era pequena uma amiga/prima com quem brincava muito, pediu-me que lhe explicasse o que é queria dizer piroso… na realidade algumas/poucas pessoas começavam a utilizar esta palavra que basicamente não quer dizer nada, de tão subjectiva que é a base, em que se fundamenta o conceito estético que está por detrás dela. apesar disso nós-os-iluminados utilizávamos o termo com alguma soberba e poder, de quem sabia, de quem podia… eu tinha uns 10 anos, acho, e vi-me em sarilhos na tentativa da explicação, restou-me o poder… mas ela era minha amiga e então resolvi abrir mão do meu "estatuto" e propor-lhe um “negócio” com uma palavra que sempre me fascinara e que não controlava:
- eu tento arranjar maneira de te explicar o que significa piroso, disse-lhe eu. - e tu tentas explicar-me o que significa fé (sou filha de pais ateus).
- então…, sabes logo, se é piroso… é de mau gosto… é ridículo de feio!…, comecei eu.
- mau gosto? … mas eu gosto! ridículo porquê? para quem?, perguntava ela.
- para nós os do nosso género!…, os que dizemos piroso! olhamos e sabemos logo!, exclamei eu. - não vês que quem percebe mais disso dos gostos, diz que é feio, ridículo de feio, piroso!, continuei.
- e quem são esses?, perguntou.
- sei lá, arquitectos, pintores, escritores, artistas, amigos nossos..., disse eu também baralhada com as perguntas, com a questão…
- sabemos, olhamos e vemos que é! não sei explicar olha-se e está à vista de “todos” é piroso!, exclamei.
- mas eu acho giro!…?
…
- e fé, é o quê?, perguntei depois eu.
- então, fé é acreditar em Deus… mesmo que nunca o tenhamos visto. eu sei que existe! é a fé! tenho fé!, respondeu ela contente por agora ser a sua vez.
- não sabes nada! se existisse, havia provas. como é que é possível saberes o que não sabes sem provas? e se não tens provas…, desesperei eu.
- tendo fé! fé é isso mesmo, acreditar sem precisar de ter provas, continuou ela.
- que parvoíce! não acreditas no que estás a dizer, pois não?, suspirei frustrada.
andámos nisto algum tempo. cada uma ficou com o seu poder e seguimos em frente pela vida fora.
hoje o termo piroso entrou em desuso e está praticamente extinto. claro que o conceito de mau gosto continua a existir, impermanente, volátil, cíclico, subjectivo, humano… mas acima de tudo com o piroso foi-se o poder.
já a fé… não vai de modas neste mundo do diverso, que se quer de tolerância, e largou as vestes de Deus quando a reconhecemos também, enquanto característica e possibilidade humana. podemos chamar-lhe o que quisermos, optimismo, romantismo, coragem, defesa, sonho, espiritualidade, resiliência, ou mesmo consequência do medo, da solidão…
... operação, de amor, meu





*via l.independentemente do depois, do que acontecer e de como correr, ontem, a somar às palavras, foi a força das imagens dos gestos de verdade, que o fizeram vencer. é pena que não vejas, que não possas ou não consigas ver… que o espantoso aconteceu, quando milhões por todo o mundo depositaram o poder, nas mãos de um quase estranho, ah pois… negro, o poder na esperança da verdade da emoção, em detrimento de outras eventuais razões. o belo e corajoso feito foi esse, e essa coragem já ninguém nos tira e vai certamente seguir caminhos pelo mundo fora.
tudo o resto que te queixas, que te magoa, tens razão, são ignorantes, pobres e mal educados, é pena que não vejas, que não possas ou não consigas ver… o que está para além da cor, porque tu sabes como é bela a normalidade, a educação, a inteligência, o amor-próprio, o compromisso de família, o amor.
obama . outra vez o 8*
obama 44º presidente (4+4=8)
obama . lia = very smart people
5.11.08
amiga economista
liberdade

em deleite, choro, choro tudo. choro as mágoas da minha vida. choro a incompetência de pai e mãe, assim apanhada de surpresa… anos em que vi o mundo atingir o fundo, anos em que questionei o desencontro individual das ideias com os gestos. anos em que por vezes desejei, afinal, não saber sonhar.
choro, choro comovida, porque o preço que pagámos, que paguei, resume-se hoje, “yes we can!”, na necessidade e possibilidade humana, de acreditar, de amar.
à minha mãe e ao meu pai que hoje me deram tudo… a coragem da liberdade.
:D yes we can!!!
*4.11.08
liberdade
It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation. YES WE CAN! It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom. YES WE CAN! YES WE CAN! It was sung by immigrants as they struck out from distant shoresand pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness. YES WE CAN! YES WE CAN! It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier;and a King who took us to the mountain-top and pointed the way to the Promised Land. YES WE CAN to justice and equality. YES WE CAN to opportunity and prosperity. YES WE CAN to opportunity and prosperity. YES WE CAN heal this nation. YES WE CAN repair this world. YES WE CAN! We know the battle ahead will be long,but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change. WE WANT CHANGE! We have been told we cannot do this by a chorus of cynics who will only grow louder and more dissonant. We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope. But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope. WE WANT CHANGE! The hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in America’s story with three words that will ring from coast to coast, from sea to shining sea YES.WE.CAN.
1.11.08
amor-próprio*

tirada do contexto, esta frase que escrevi há tempos, faz-me perceber que também já precisei de respirar assim. não sei como seria hoje, mas sei que é bom para já não ter que me pôr à prova. continuo a crescer.
25.10.08
24.10.08
19.10.08
16.10.08
amor-próprio,

(des)

informei-me, há meses. ajudou mas não resolveu. grito.
exaustão. crescimento. ainda assim se não sonhar, morro.
13.10.08
12.10.08
certamente,
11.10.08
está tudo a parecer-me uma grande parvoíce...
e há quem diga que não existem energias e competências que desconhecemos... sim, que são tudo, sempre, coincidências... estava eu a escrever esta mensagem e quando ia clicar no publicar, recebo uma msg do pai...
já nasceu, está tudo ok
adoro estas coincidências que acontecem a todos os que podem.
adoro-te! minha amiga, desdobrada novamente.
parabéns!!! :)
10.10.08
ai que nervos...
8.10.08
7.10.08
liberdade . equilíbrio

sou filha de pais que sonharam, desejaram, lutaram e conquistaram a "liberdade"...
ok sou liberdade, de sonhar, desejar, lutar e conquistar, o quê?...
equilíbrio
5.10.08
28.9.08
tatoo di bestia

la mia sapienza di bestia
*ultimamente, quanto a percepções da vida... sinto fermentar qualquer coisa... acho que desta vez tem que ver com "cultura"**... assim a modo que "tramanso" do ser humano e isso. estou bonita..., ai estou, estou!... o que mais me aflige, acho que afligiu sempre..., não é a cultura propriamente dita, porque essa já se sabe, pode e deve ser a representação da emoção em todo o seu esplendor. o que mais me aflige, é pois a tendência para o autismo da espécie, em relação às outras, e a tudo o que a rodeia. a cultura... brincamos aos homenzinhos, sempre brincámos e levamo-nos a sério, sempre levámos, sempre demais. é que afinal de contas, a cultura é o poder do homem, aquilo que o distingue, que lhe permite sentir-se diferente, especial, para além da bestialidade, pois... coitados de nós. belo mundo este, feito à nossa medida... e é assim que ando…, a apelar mais para o meu lado humanamente básico, imperfeito, intenso, primário, bestial. estou bonita..., ai estou, estou!...
27.9.08
como dizes tu:

15.9.08
6.9.08
ontem (II)
6ª***:)
obrigada rosa!
ontem, no dia mundial da tosse,

4.9.08
como com os gémeos,

3.9.08
2.9.08
1.9.08
onde será,
mesmo agora que já não preciso de a ver, continuo a desejar que esteja bem.
29.8.08
28.8.08
respirar

mas nós os humanos, com esta coisa da socialização e depois da cultura, complicámos tudo e as variáveis com que nos condicionamos todos os dias nas escolhas do ar para respirar… caramba!
fui poupada, claro está. ou então poupei-me, logo de início, no repente assombroso com que me defendi do ar que não era bom para mim. porque neste caso, mais um, a auto-estima ou a falta dela também entrava, para além do amor-próprio já se viu, no ar que teria de respirar, que mais uma vez não seria o meu.
26.8.08
cada inconformado no seu galho

24.8.08
touch na impermanência

23.8.08
22.8.08
quase (II) nada

já não me pertencem?!...
liberdade
gosto, gosto muito, do som, da voz, do poder, da magreza extrema, da figura estilizada, do personagem, do belo, do feio, da crueza, da fragilidade, da força, da decadência, da sensualidade, da liberdade para até um dia destes, se calhar morrer…

e porque sou uma rapariga que até optimiza prazeres, há um mês que salto e danço ao som dela no nosso mini-trampolim :)
21.8.08
quase (I) outono

20.8.08
chocolate/coração

19.8.08
ilusão de ilusões






















