11.1.09

adeus.casa-natal






  • a planta às bolinhas que a m. comprou para esta época.
  • a lista das tarefas que não gosto, mas tenho que ir fazendo, em todas as épocas e as maçãs lavadas.
  • a árvore no canto do cão, ao pé da laranjeira e as estrelas gordas no armário.
  • o pai natal que a m. fez quando tinha 10 anos.
  • o canto provisório do cão (biscotto), que foi corrido pela árvore.
  • um pequeno-almoço, à espera dos crepes com chocolate e gelado (ai os brownies...).
  • presentes embrulhados e prontos.
  • os passarinhos encarnados nos puxadores e aqui no candeeiro, ao pé da nossa fotografia, publicada na pais&filhos, há uns anos atrás.
  • e o presépio que vamos fazendo, o mais giro do mundo (o rei preto, entretanto já foi pintado).

vai tudo de férias durante um ano, para que se tornem desejados outra vez.

bom dia mundo



:)

e.hoje.a.lua.está.cheia


Sinopse
a equipa que produziu o multi-premiado "o mar é azul" apresenta-nos uma magnífica série épica que celebra o encanto do planeta terra de uma forma nunca antes vista. com recurso à alta definição e a um orçamento sem precedentes, a série o planeta terra transporta-nos numa espectacular digressão pelos imensos habitats do nosso mundo e deslumbra-nos com imagens e efeitos de cortar a respiração. da claustrofóbica escuridão dos oceanos profundos aos céus infinitos das grandes planícies, dos implacáveis e galopantes desertos às extensões polares geladas e cintilantes, nenhuma parte do nosso planeta ficou por explorar. vivemos num planeta de uma beleza natural ímpar o os 11 episódios desta série oferecem-lhe a visão mais fascinante de sempre do nosso mundo. esta caixa inclui anda uma mini série de 3 episódios que olha para o futuro da terra e para os perigos que ameaçam a vida dos animais, de alguns lugares e, em última instância, do ser humano. a série analisa ainda as crises ambientais do planeta e faz um exame rigoroso sobre possíveis soluções (se elas, eventualmente, ainda existirem). a série o planeta terra é o derradeiro retrato do nosso planeta e proporcionar-lhe-á uma experiência visual única e inesquecível, perfeita para um verdadeiro evento televisivo em família. realizador: alastair fothergill. intérpretes: david attenborough (narrador).

já o tinha antecipado e também por isso agora sabe melhor.
depois do natal, todos os sábados, as três debaixo do edredon viajamos, sentimos, crescemos, juntas.
...
...
eu – se eu tivesse agora dinheiro, íamos as três viajar pelo mundo, durante um ano!...
mar – e a minha escola?!
eu – recomeçavas para o ano, não tinha importância.
mar - :)…
…
…
…
mar – ó mãe porque é que se tu achas que podes ganhar o euro milhões, nunca jogas?...
eu – ó mar…, era só uma ideia de sonho…
maria - já estamos a fazer a viagem…

10.1.09

e agora,

já mais calma no meu desassosego de curiosidade de vida(s), vou estudar :)
obrigada! e como também sou bem educada, para além de desconcertantemente verdadeira, foi um prazer :)

?

hoje o meu ip está em... braga?!

na base igual ao meu portanto

depois posso ainda acrescentar, tolerante, verdadeiro, corajoso, sonhador, crente, do mundo, único :)

em verdade,

o meu instinto alerta-me para o eventual perigo, e não gosto. sei jogar mas não gosto nem preciso. prefiro dar.

liberdade


tenho um segredo, um pensamento de futuro por analisar…
fui a primeira neta/criança de duas famílias de avós, ditas tradicionais, e durante seis anos, até à minha irmã nascer, tive os colos, os olhos, as vozes, e os (a)braços, todos só para mim. sei hoje, porque reparo com mais atenção no caminho que fiz e que me pertence, que essa época foi a que melhor me marcou. e embora me lembre pouco dela, sinto-a como importante, segura, determinante e feliz.
os meus pais, quiseram-se “modernos”, informados, cultos, mais livres das convenções, e até aos meus treze anos, acrescentei aos colos, (a)braços, olhos e vozes, dos meus avós, as cavalitas as mãos e as palavras deles também. depois quando se perdeu a família, tal e qual como eu a conhecia, olhei em frente para o mundo e sonhei com o construir da minha. até há uns anos, raramente voltei a olhar para trás, raramente parei de sonhar…
como o pensamento/dúvida é difícil quem sabe de explicar, avanço. entre conceitos e sentires meus, do nada e de tudo, vivi em família mais uma vez, desejando que fosse para sempre. aprendi mais tarde que o compromisso/lealdade com a nossa verdade, entre outras coisas, é absolutamente essencial para que tudo corra bem e evolua no tempo. também perdi essa minha-família, tal e qual como a tinha sonhado. segui em frente e sempre com coragem pus-me a crescer, a crescer… a aprender, aprender, a ser livre. enquanto olhava para o mundo e reparava o quanto mudava, também como eu tão rápido… percebi então que já não acreditava em famílias, pelo menos não para mim, na medida que já tive delas.
indo directa ao assunto… será que me é possível construir e acreditar num outro modelo, actualizado, mais ajustado às verdades, que já não são as da sociedade, mas sim as do indivíduo, de cada um, de “família”, será?
imagino-a então assim: um ele e uma ela, cada um respectivamente com os filhos, os mais lindos do mundo, claro :), livres, atentos, amantes, amigos, exemplos, cúmplices, inteligentes, diferentes, corajosos e por isso acima de tudo em verdade. cada um no seu espaço vital, todos juntos, às vezes, a saber que nos pertencemos também e que o compromisso nos acrescenta.
quando leio anthony giddens, grande sociólogo britânico de quem gosto muito, que tenta analisar, e quem sabe, reformular a teoria social e reexaminar a compreensão do desenvolvimento e da modernidade, pergunto-me/te: será que pode haver uma família, ainda que assim? é que caso contrário e apesar do meu crescimento, me ter colocado na verdade, naquela que é a minha medida certa, posso eventualmente apaixonar-me mas não posso novamente amar.
será?
(responderam-me que sim, e tendo em conta, o aparente mais conservador formato, de quem me respondeu, foi muito catalizadora a resposta: ( - SIM É POSSÍVEL!) :) (abri uma excepção na utilização das maiúsculas...).

9.1.09

ando sem tempo,

também para escrever. apetecia-me escrever aqui em tom de primavera, porque definitivamente é o meu tom, sendo o problema esse mesmo o de estar sem tempo e sem tom.
no fim de janeiro, vem lá fevereiro, o que equivale a dizer que é o mês antes de março que é o mês da primavera :) grande lógica :) e assim no fim de janeiro é primavera, e está quase!

ainda que com dependências*,


vão-se os poderes ficam as verdades.
*dependência
do Lat. dependentias. f.,
sujeição;
subordinação;
acessório;
anexo;
filial;
relação;
conexão entre dois ou mais objectos que faz com que uns não possam existir sem os outros.

o desnorteio


de quem tomou as decisões que pode ou soube, de quem agora envelhece, cai e sai à procura do que não criou raízes, porque a sementeira foi de belos mas frágeis campos de papoilas. a nogueira, essa, há muito que foi decepada. com ela construíram-se móveis, beliches e gavetas de boa madeira que duram, mas nada com raízes.

8.1.09

o que eu mais gosto em mim

é ser tudo e não ser nada* :)
*amor próprio, diferente de auto-estima.

7.1.09

?

... um dos meus mitos mortos... volta não volta, treme... apesar de morto...
e eu desde sempre, que me lembro de mim, a saber que nasci para ser feliz...

5.1.09

2.1.09

bolas,

estou-com-uma-insónia...

1.1.09

?

o que foi aquilo?

estes dois

só visto! :D

em paz

começa agora este primeiro dia :)

31.12.08

liberdade.2008.2009

2008 foi muito importante, por isso difícil e duro.
sinto, como quem sabe, que 2009 vai ser também importante, mas mais fácil, sinto...
palavras-chave-para-2009: desfrutar (já vem deste ano); concretizar; presente; liberdade.

então um muito bom e importante ano 2009! :)

bem sei que a medida, ou o km do caminho, não é o mesmo e por isso não me serve. mas por alguma razão, mais prática talvez, continua a parecer-me um

desperdício, mas enfim... dou o ano de 2009 de bandeja para outras matérias também importantes e urgentes, sentindo, como quem sabe, que no ano de 2010, vou ter o som de uma viola na minha vida (literalmente falando).

chuva e facturas


...

30.12.08

virose

...não sei se vou aguentar aos bocadinhos... e ainda por cima depois de vista com o vizinho que a esta hora já teve o vómito por inteiro, ou quase, dada a companhia. amanhã vê lá se arranjas maneira de vomitar para cima de mim... hum!

29.12.08

27.12.08

e eu,

vou-te dando poder para que faças bom uso dele, claro!

24.12.08

sem stress


(giulia orecchia, milano)
no meio de tanto trabalho, de tanto, tanto cansaço e uma constipação que se reinventa todos os fins de dia, no frio do recreio de uma escola primária. presentes embrulhados há dois dias, com etiquetas e tudo, lindos! o nosso presépio quase completo e a mesa posta com talheres de prata, areados pela mar e toalha branca imaculada, panetone porque é giro e bom, loiça azul e branca com cavalinho a lembrar-me a minha avó mimi, para o pequeno-almoço de amanhã de crepes, gelado e molho de chocolate, e tudo o mais que se queira. a casa está cada vez mais nossa-casa-boa, e depois de uma manhã tranquila de encontros de amigas, as três contentes, sem pressa e em paz. muiiiitooo bom/natal!! :)

21.12.08

cresci,


e hoje foi o primeiro dia, do resto da minha vida. e tu estavas lá, poderosa. e mais nada!!

morreram

os meus mitos/enganos.
(de mim)
(de sedução)
(de amor)

18.12.08

ora deixa cá ver...

amanhã posso dormir mais duas horas, um luxo! depois vou a correr ver se faço o trabalho de casa do pai natal, mais outras duas horas de muita concentração e esperemos eficácia, num tudo ou nada que o tempo disponível é mesmo só esse. depois deixo uma filha no ensaio e corro para a festa dos outros quase 70 "filhos", à noite trabalho, mais trabalho, aquele da estafa de ultimamente que o trimestre fiscal está no fim. depois sábado, achava eu que ia poder desmaiar de manhã... marcação na garagem que o carro ultimamente grita, está zarolho e provavelmente cansado como eu. à tarde tenho uma lista de tarefas que no último mês se tornaram urgentes de tão adiadas, controlar o caos em que deixei de me reconhecer... domingo acho que posso voltar a desmaiar, desta vez mais convictamente :) depois mais tarefas e derreto-me com o espectáculo espectacular, agora em segunda sessão num espaço maior para mais pessoas.

sinceramente começo,

a não ter muita paciência. já me parece um bocadinho vira-o-disco-e-toca-o-mesmo, e?!

16.12.08

liberdade criatividade e emoções

mais um passinho para um dia, se quiser, ser ministra da cultura, ou isso! hum!...
parabéns! :)
e muito a propósito: - que raça de sorte a minha, em conhecer-te assim!

12.12.08

atordoada

sing. part. pass. de atordoar
fem. sing. de atordoado

atordoar
conjugar
v. tr.,
entontecer, aturdir;
perturbar, confundir;
importunar;v. int.,
pasmar, maravilhar;v. refl.,
estontear-se.

10.12.08

aquele,

está armado em vilão em casa do seu sogro.

ontem,

foi um dia daqueles... mas mal ou bem, estou finalmente inscrita no 3º ano.
depois à noite, fiquei a saber que houve jantar de turma :( e até chorei. eu sabia que ia haver, mas como as aflições têm sido constantes e crescentes e nestas alturas afasto-me e poupo os amigos à aflição de ficarem sem saber como me ajudar, esqueci-me e não houve ninguém para me lembrar :( tenho saudades e pena, tanta pena...

8.12.08

é bom,

deixar de precisar que todos gostem de mim e também por isso gostar mais e apenas de quem gosta. liberdade.
tu sabes, só podes ser amigo e isso, é muito...
nunca.

agarrada à vida,

inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro.

que me lembre,

voei a noite toda.

2.12.08

liberdade,

e tb assim não posso/devo esquecer-me nunca, que no final, no que é verdadeiramente importante, menos é mais.

para além dos estudos,

a mesma vida/medida esmagadora/original de sempre.

ímpeto

do Lat. impetus. m.,
arrebatamento;
impulso violento;
força intensa;
assalto repentino;
agitação;
precipitação.

1.12.08

investigando


a frase-chave-de-hoje: "porque estas têm tendencia para usar isso de forma a que se torne impossivel conviver com elas em vez de o usar da maneira certa", (vieira, 2008)., assim, para lá do ímpeto, da sequência de pensamentos/questões em estudo, enquanto afirmação e ainda que não total resposta à pergunta formulada, confirmo o quanto esta frase é verdadeira e intemporal, também portanto de futuro. agora, enquanto a absorvo ainda mais e largo o ego e as amarras do medo, aporto na evidência serena da poligamia dos seres :) e afinal na verdade espantosa da, afinal, resposta única e certa. não acredito que tenha consciência e experiência para tal sequência lógica ou dimensão, mas acredito que na espontaneidade de coragem que lhe é característica, atingiu a verdade.
decididamente ando a passar, finalmente..., pela "adolescência", ainda que tardia, ainda que fora de horas, sem pudor, mas que esperemos passe depressa, que fora de horas choca, na maior parte das vezes, com a lucidez, com a experiência e por isso grande dissonância de quem já não se ilude assim, mas precisa ainda de sonhar. adiante!
nunca.

liberdade...


lampejo?...

s. m.,
clarão, faísca; fig.,
manifestação rápida e brilhante de uma ideia, de um sentimento.

29.11.08

é bom


quando é fim-de-semana, de noite, e parece que o mundo está fechado e não vem tanto atrás de nós.

28.11.08

de tudo e para tudo,

paguei sempre, mais do que a conta, mas continuo a dever, mais e mais. já não me lembro de mim que não assim e perco a perspectiva de um fim.

25.11.08

...

exausta...

quase-tudo-virtual-menos-a-vida

* ron mueck untitled (man in blankets), 2000
ontem quando falava com um amigo no msg e quase desesperadamente lhe suplicava "respostas-de-vida", *era disto que lhe falava, quando lhe dizia que se não fosse mãe gostava de ser sem abrigo por opção... depois o telefonema, de algures e de nenhures e hoje no blog da morfose, já depois da minha paula rego, ron mueck, também ele o assombro da técnica e da verdade de todos e também minha, liberdade. descobri entretanto que os dois são amigos, claro :)

sedução

do Lat. seductiones. f.,
acto de seduzir ou de ser seduzido;
qualidade do que seduz;
encanto;
atracção;
suborno.

* snow white swallows the poisened apple

*
pensei muito (não tanto assim…) no que escrever hoje, para assinalar o fim de 42 anos de autismo forçado, subliminarmente comprado, forçado, manipulado em operações de sedução e outras nem tanto, de umbigos alheios, de quem afinal de contas pode. entretanto li isto, :D e de absurdo em absurdo ou de umbigo em umbigo só me ocorre a frase que a amiga conta da sua avó, que dizia:
- realmente… a ignorância é muito atrevida!!


* paula rego gosto tanto do trabalho dela... porque no assombro da técnica, a verdade nua e crua, liberdade.

23.11.08

...

sonhei com paz, morno, sossego seguro, tranquilo, bom, beijos, sorrisos, conversa, amizade, vida. e o depois logo se via.

22.11.08

pura felicidade

coçarem-me as costas, ouvir as filhas cantar no banho espontaneamente e sonhar que voo.

enquanto isso, o meu outro orgulho

- ai mãe… e eu que quando tomava banho olhei para os nossos três pom-pons (que fazem de esponja) de cores diferentes e pensei que somos tão queridas!!
:) :) :)

a(mar) o céu e o sol


depois do bater no fundo e/à falta de uma rede de apoio natural no activo, vieram em nosso auxílio a amiga e o psicólogo. uma ameaçou-lhe uma tareia à porta da escola em frente aos amigos, beijos e riso, tudo verdade, o outro olhou-me nos olhos, porque não tinha possibilidade por agora de fazer mais, e com a voz de homem que é, garantiu-me que iam acontecer mudanças de provas dadas e que ele lá estaria na próxima vez para as ouvir contar, o recado era para ela e a promessa foi para mim. passou uma semana, entretanto, e entre beijos risotas e abraços, acima de tudo a satisfação e leveza, de pura e simplesmente ter sido deixada na única medida que lhe pertence e para a qual queria mas já não sabia voltar. mais um ciclo que se fecha, mais um vicioso que se quebra, com personagens afinal, diferentes e boas. orgulho. - próximo!
- ó mar, olha lá que céu e sol maravilhosos!
- onde?!
- :) :D!!
- :D :D!!

16.11.08

a turma



acabei de saber que vou ao cinema na 3ª :)
"entre les murs" de Laurent Cantet , M/12, francês, 2008, cores, 128 min, galardoado com a palma de ouro no festival de cannes, segue um ano de um professor e da sua turma numa escola de um bairro problemático de paris, microcosmos da multietnicidade da população francesa, espelho dos contrastes multiculturais dos grandes centros urbanos de todo o mundo.

12.11.08

aurasoma


neste momento, não são as que eu mais gosto, mas sinto-as sempre, como... eu.

11.11.08

decididamente,

acredito que é no sentir que temos de nós próprios, que se define a medida de com quem podemos disfrutar a vida. depende por isso "apenas" do nosso crescimento e coragem para ser feliz. a fasquia, essa, aumenta...

(des)encontros

a verdade é que nós não mudamos ninguém, nem ninguém nos muda. quando o fazemos é sempre por nós próprios, quando e como nos é possível, numa sucessão de experiências, num percurso individual. quanto muito podemos influenciar os caminhos e as escolhas, com os exemplos, das nossas decisões, das nossas vidas, de nós mesmos. e??!!...

10.11.08

:D


são mais de 60 com idades entre os 5 e os 8 anos. todos aos gritos, supostamente conversam e tentam ouvir-se. já conhecia muitos do verão do ano passado, foi giro reencontrá-los. uma menina veio ter comigo no meio da confusão e perguntou: - quantos queres? e eu no meio da loucura-feita-à-minha-medida respondi: - 123!

7.11.08

provérbio da semana

cada um tem o figado que pode!

6.11.08

poder do piroso . poder da fé

ainda bem que caminhamos a passos largos para um mundo em que fundamentalismos, o “politicamente correcto” de alguns e os “pudores” de outros, deixam de fazer sentido. um dia, certamente, as máscaras que carregamos (uns mais do que outros), associadas aos papeis que representamos, poderão desaparecer. é tempo de subjectividade, de emoção, de diferença, de tolerância, de diversidade, de genuíno, de aceitação, do todo, de visão, de todos e de cada um, …de verdade. depois, inevitavelmente virá a responsabilidade individual, e aí seremos muitos, e vai ser bom.
quando era pequena uma amiga/prima com quem brincava muito, pediu-me que lhe explicasse o que é queria dizer piroso… na realidade algumas/poucas pessoas começavam a utilizar esta palavra que basicamente não quer dizer nada, de tão subjectiva que é a base, em que se fundamenta o conceito estético que está por detrás dela. apesar disso nós-os-iluminados utilizávamos o termo com alguma soberba e poder, de quem sabia, de quem podia… eu tinha uns 10 anos, acho, e vi-me em sarilhos na tentativa da explicação, restou-me o poder… mas ela era minha amiga e então resolvi abrir mão do meu "estatuto" e propor-lhe um “negócio” com uma palavra que sempre me fascinara e que não controlava:
- eu tento arranjar maneira de te explicar o que significa piroso, disse-lhe eu. - e tu tentas explicar-me o que significa fé (sou filha de pais ateus).
…
- então…, sabes logo, se é piroso… é de mau gosto… é ridículo de feio!…, comecei eu.
- mau gosto? … mas eu gosto! ridículo porquê? para quem?, perguntava ela.
- para nós os do nosso género!…, os que dizemos piroso! olhamos e sabemos logo!, exclamei eu. - não vês que quem percebe mais disso dos gostos, diz que é feio, ridículo de feio, piroso!, continuei.
- e quem são esses?, perguntou.
- sei lá, arquitectos, pintores, escritores, artistas, amigos nossos..., disse eu também baralhada com as perguntas, com a questão…
- sabemos, olhamos e vemos que é! não sei explicar olha-se e está à vista de “todos” é piroso!, exclamei.
- mas eu acho giro!…?
…
- e fé, é o quê?, perguntei depois eu.
- então, fé é acreditar em Deus… mesmo que nunca o tenhamos visto. eu sei que existe! é a fé! tenho fé!, respondeu ela contente por agora ser a sua vez.
- não sabes nada! se existisse, havia provas. como é que é possível saberes o que não sabes sem provas? e se não tens provas…, desesperei eu.
- tendo fé! fé é isso mesmo, acreditar sem precisar de ter provas, continuou ela.
- que parvoíce! não acreditas no que estás a dizer, pois não?, suspirei frustrada.
andámos nisto algum tempo. cada uma ficou com o seu poder e seguimos em frente pela vida fora.
...
hoje o termo piroso entrou em desuso e está praticamente extinto. claro que o conceito de mau gosto continua a existir, impermanente, volátil, cíclico, subjectivo, humano… mas acima de tudo com o piroso foi-se o poder.
já a fé… não vai de modas neste mundo do diverso, que se quer de tolerância, e largou as vestes de Deus quando a reconhecemos também, enquanto característica e possibilidade humana. podemos chamar-lhe o que quisermos, optimismo, romantismo, coragem, defesa, sonho, espiritualidade, resiliência, ou mesmo consequência do medo, da solidão…

eu entretanto, aprendi a reconhecer a fé, também como condição/possibilidade minha (bem me parecia que era importante!). a verdade é que a fé, enquanto capacidade de sentir o que aparentemente não podemos ver, é poderosa e será sempre o que nos fará mover, viver.

... operação, de amor, meu







*via l.
é pena que não vejas, que não possas ou não consigas ver… o que está para além da cor. como é bela a normalidade, a educação, a inteligência, o amor-próprio, o compromisso de família entre eles, o amor. é pena que não vejas, que não possas ou não consigas ver…
independentemente do depois, do que acontecer e de como correr, ontem, a somar às palavras, foi a força das imagens dos gestos de verdade, que o fizeram vencer. é pena que não vejas, que não possas ou não consigas ver… que o espantoso aconteceu, quando milhões por todo o mundo depositaram o poder, nas mãos de um quase estranho, ah pois… negro, o poder na esperança da verdade da emoção, em detrimento de outras eventuais razões. o belo e corajoso feito foi esse, e essa coragem já ninguém nos tira e vai certamente seguir caminhos pelo mundo fora.
tudo o resto que te queixas, que te magoa, tens razão, são ignorantes, pobres e mal educados, é pena que não vejas, que não possas ou não consigas ver… o que está para além da cor, porque tu sabes como é bela a normalidade, a educação, a inteligência, o amor-próprio, o compromisso de família, o amor.
...
clica nas imagens para veres maior, tu que sabes também sentir, também nas entrelinhas, vai lá ver.

obama . outra vez o 8*

no dia 5-11-2008 (5+2+10=8)
obama 44º presidente (4+4=8)

*segundo a numerologia, 8 é o número da realização de projectos materiais e do controlo da matéria. representa materialização dos desejos, poder, equilíbrio, competência, determinação.

obama . lia = very smart people

não me canso de reparar no poder e na beleza das imagens, mas a genialidade da sequência é dela.

5.11.08

amiga economista

a melhor em economia de escala, entre outras coisas boas. acordo na casa, visto a roupa, levo a filha, recebo do ex. e entrego ao pai :D

grande ciclo

e fechado que está, mais este também... embora lá começar mais outro.

liberdade


em deleite, choro, choro tudo. choro as mágoas da minha vida. choro a incompetência de pai e mãe, assim apanhada de surpresa… anos em que vi o mundo atingir o fundo, anos em que questionei o desencontro individual das ideias com os gestos. anos em que por vezes desejei, afinal, não saber sonhar.
choro, choro comovida, porque o preço que pagámos, que paguei, resume-se hoje, “yes we can!”, na necessidade e possibilidade humana, de acreditar, de amar.
à minha mãe e ao meu pai que hoje me deram tudo… a coragem da liberdade.

:D yes we can!!!

*
* foto de terry richardson, via L.
passei a noite a chorar e ainda choro comovida :D
yes we can!
well done!!!!!!!!!!!!!!!!
yes we can!

4.11.08

liberdade

It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation. YES WE CAN! It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom. YES WE CAN! YES WE CAN! It was sung by immigrants as they struck out from distant shoresand pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness. YES WE CAN! YES WE CAN! It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier;and a King who took us to the mountain-top and pointed the way to the Promised Land. YES WE CAN to justice and equality. YES WE CAN to opportunity and prosperity. YES WE CAN to opportunity and prosperity. YES WE CAN heal this nation. YES WE CAN repair this world. YES WE CAN! We know the battle ahead will be long,but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change. WE WANT CHANGE! We have been told we cannot do this by a chorus of cynics who will only grow louder and more dissonant. We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope. But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope. WE WANT CHANGE! The hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in America’s story with three words that will ring from coast to coast, from sea to shining sea YES.WE.CAN.

1.11.08

amor-próprio*


"enquanto tu, muitas vezes apenas te tentas, numa medida de quantidade, medir, sentir e validar através, por vezes, do desvalor dos outros... boa! és muito boa! melhor dos que os outros! e como consequência, mesmo que não a questão, os outros nunca estarão à altura".
tirada do contexto, esta frase que escrevi há tempos, faz-me perceber que também já precisei de respirar assim. não sei como seria hoje, mas sei que é bom para já não ter que me pôr à prova. continuo a crescer.
*diferente de auto-estima

hoje


foi dia de margaridas verdes na jarra :)

poupar…


parece que nesta minha fase de grandes poupanças, de meios, de objectos, de afectos, de recursos, de informação, de pessoas, de amigos, de excessos, devo também …nas palavras. e quem sabe o próximo passo será nos pensamentos.

31.10.08

1 ano


parabéns à minha sobrinha rosa!

30.10.08

plano


pôr-do-sol e mar da L. e tb meus :)

24.10.08

a loucura da liberdade


purguei, que alívio!
:) ...
e assim de um mau momento, se faz um momento importante.

19.10.08

estou aqui,

ainda...

16.10.08

top


eleita, a-música-do-meu-verão-dançante.

amor-próprio,


a irracionalidade está cheia dele :)
(não tenho vontade de sorrir mas o smile cor-de-laranja ficava bem ali).

(des)


informei-me, há meses. ajudou mas não resolveu. grito.
exaustão. crescimento. ainda assim se não sonhar, morro.

13.10.08

vazio


é, "apenas" falta de amor-próprio* e medo ainda que subliminar, de uma possivel e nova dor.
o inacessível torna-se assim irresistível , porque o que não tem remédio remediado está.
* amor-próprio diferente de auto-estima.

12.10.08

certamente,

já não gosto nem corro atrás da rejeição. percebi o quanto gosto de mim e o quanto mereço, quem mais do que blá, blá, blá, partilhe comigo, não ideais de felicidade mas a capacidade com provas dadas de ser feliz. claro que ainda me engano volta não volta, mas quando isso acontece retomo o meu caminho.

também acho

http://diario.iol.pt/internacional/fidel-castro-cuba-fidel-obama-mccain-palin/1001168-4073.html

lá está!

... é paixão materializada em amor, dizia alguém. não o amor materializado em paixão… pressinto-o de uns tempos para cá, que o amor romântico não existe, apenas a paixão, e dessa eu tenho medo… tanto, quando na sua impermanência se materializa, num amor que pode ser fatal.

11.10.08

rosa


:)

está tudo a parecer-me uma grande parvoíce...

... és querida, minha amiga grande!

e há quem diga que não existem energias e competências que desconhecemos... sim, que são tudo, sempre, coincidências... estava eu a escrever esta mensagem e quando ia clicar no publicar, recebo uma msg do pai...
já nasceu, está tudo ok
adoro estas coincidências que acontecem a todos os que podem.
adoro-te! minha amiga, desdobrada novamente.
parabéns!!! :)

10.10.08

planos


viajar e conhecer o mundo, que é também meu, enraizar, escrever, pensar, sentir, respirar, em frente ao mar.
(mar à frente, horta ao lado e pinheiros atrás)
e não, não me ando a perder... resta saber é se alguém me encontra :)

ai que nervos...

já que o pai não está lá, podia ao menos estar uma amiga ou um amigo. sempre lhe fazia companhia aos pensamentos e dava mimo, às duas...
:)

8.10.08

parabéns.amor


absoluto.

7.10.08

impermanencia

neura


chove a potes e eu ainda não tinha saudades.

liberdade . equilíbrio





sou filha de pais que sonharam, desejaram, lutaram e conquistaram a "liberdade"...


ok sou liberdade, de sonhar, desejar, lutar e conquistar, o quê?...


equilíbrio








5.10.08

shine


absolutamente genial, e uma carga de trabalho para o nosso grupo de "psicopatologia da criança e do adolescente".