Vou estar a estudar em Outubro.
Vou passar o Natal e a passagem de ano em NY com os meus amores.
Nunca mais vou amar homens inseguros.
Para já
Preciso de amigos bons mas também leves.
O verão está aí à porta e eu apesar do cansaço estou em forma e só preciso organizar-me nos próximos dias para poder começar a divertir-me e a descansar.
Voltaram os livros, as árvores.
Correr de manhã em vez de migalhas de café.
Gostava mesmo que me oferecessem um Buda.
27.5.10
26.5.10
Amor
" 26 . maio . 20010
mãe! aqui vou eu, da pequena alface para a grande maçã! vou-lhe dar uma dentada e traze-la para fazer das duas uma salada!
passarinho piu piu com asas? sim! estou mesmo feliz!
vou num pé e venho noutro! e sim, as malas vão cheias: de amor e de sorrisos e saudades e sonhos. ensinaste-me mesmo a sonhar mãe! gosto tanto tanto de ti, sabes? até à lua. ao sol.. às estrelas. até aos sonhos mais longinquos que afinal até estão mesmo à mão.
beijinhos minha querida mãe, adoro-te.
maria".
às
12:23
23.5.10
Mulheres-da-minha-vida no País das Maravilhas

Caí no buraco, de repente estava ali.
O calor, de verão, quente, parado, do Alentejo. Fui de manhã, com a mãe-amiga, as duas cúmplices e contentes, juntas.
Uma casa, um telheiro, mesas alguidares, homens e mulheres, carne de dois porcos, alimento para todos os que ali foram ajudar, até ao ano que vem. Estranham-me apenas no segundo antes, do meu primeiro sorriso, para logo em seguida, ficarem contentes por mais dois braços. Para eles é assim simples. Fico encarregada de tomar conta do fogão que vai cozinhando petiscos e preparando o almoço. Embalo carnes e banhas, congelo em doses, misturei temperos. Ninguém questionou nunca, se eu o saberia ou poderia fazer, tenho dois braços… Quase todos mais velhos, eles e elas, marcados desdentados, leves… Debaixo do telheiro corre uma aragem morna a contrariar o calor de verão avulso. Os homens afiam as facas e separam, limpam, cortam migam. Um cachorro chamado Andreia Joaquina da Silva, uma cadela velha a Maravilha. Contam-me que nem sempre foi assim, homens junto das mulheres a fazer aquele trabalho. A eles cabia-lhes matar o bicho. Mas que agora já é diferente. Encho pela primeira vez os pulmões de ar, suspiro fundo. Sinto-me bem ali, só eu, acompanhada, segura… A mesa grande da cozinha começa a compor-se. O panelão de sopa farta, borbulha, as primeiras carnes, derretem na gordura fresca, os temperos, os cheiros dos coentros, alhos, pimentão. Uma senhora de cabelo branco, vestida de preto, vai lavando a loiça. Faz também pacientemente uma salada de frutas, e outra de alfaces e tomate da horta, perfeitas. Corta-se o pão fresco e denso. Todos à mesa, já há tarde. Aqui o impulso foi maior e os homens sentaram-se todos juntos de um lado e as mulheres do outro. O calor agora lá fora está no máximo, o cachorro gane porque ficou sozinho, e a D. Orlete, senhora da casa, - coitadinha da Andreia Carolina da Silva… não quer ficar sozinha! Um homem levanta-se e vai abrir a porta à cria, que sossega debaixo da mesa e dos nossos pés.
Lição de vida, falou-se e ouvi falar de tudo, da natureza, das plantas e doenças e dificuldades deste ano, trocam-se sabedorias e relaxa-se para a sopa a abarrotar no prato. Os impostos, a horta, os políticos, a agricultura, Cuba, o casamento do Lobo Antunes, as febras os torresmos fininhos, azeitonas, a enorme e maravilhosa salada, batatinhas. Vinho tinto, claro, a senhora de preto bebe Coca-Cola zero, porque está a tomar medicamentos. – A Coca-Cola deve ter qualquer coisa, que até limpa uma moeda. Sabes Joaninha, aqui podem faltar muitas coisas mas ninguém passa fome, dá para todos. Só não há para quem não quiser trabalhar! Acho que consegui ainda assim sorrir, ainda que com o olhar desfocado de quem assistia à explicação mais certa e simples, de toda a minha vida.
Ainda fomos à horta, onde estivemos as duas, em silêncio, sentadas no chão ao sol a apanhar ervilhas e favas no meio de um mar de flores, de papoilas. Suspirei fundo outra vez.
Regressámos em conversa, com tempo e intimidade e as emoções demasiadas. As lágrimas caíam agora no silêncio, pus os óculos escuros e chorei o tempo que durou o pôr-do-sol.
às
22:10
21.5.10
Ferida
aberta. Aquela que já quase cicratizara...
desgosto
s. m.
1. Desprezar.
2. Sentimento, mágoa.
3. Pesar.
4. Desagrado; aversão; repugnância; dissabor.
amor
(latim amor, -oris)
s. m.
1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atracção!atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno). = afecto!afeto ≠ ódio, repulsa
2. Sentimento intenso de atracção!atração entre duas pessoas. = paixão
3. Ligação afectiva!afetiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega). (Também usado no plural.) = caso, namoro, relacionamento, romance
4. Ser que é amado.
5. Disposição dos afectos!afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor à humanidade, amor aos animais). ≠ desprezo, indiferença
6. Entusiasmo ou grande interesse por algo (ex.: amor à natureza). = paixão ≠ aversão, desinteresse, fobia, horror, ódio, repulsa
7. Coisa que é objecto!objeto desse entusiasmo ou interesse (ex.: os livros electrónicos!eletrónicos são o meu amor mais recente). = paixão
8. Qualidade do que é suave ou delicado (ex.: faz isso com mais amor). = brandura, delicadeza, suavidade
9. Pessoa considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar (ex.: ela é um amor; vem cá, amor). = querido
10. Coisa cuja aparência é considerada positiva ou agradável (ex.: o quarto dos miúdos está um amor).
11. Ligação intensa de carácter!caráter filosófico, religioso ou transcendente (ex.: amor de Deus). ≠ desrespeito
12. Grande dedicação ou cuidado (ex.: amor ao trabalho). = zelo ≠ descuido, negligência
às
10:38
Crédo!
Aquilo foi para mim? Pois, parece demais, não é?
Está tudo doido! Mas o que é que se passa? Foi o quê?
Penso, olho para trás, releio e vejo um post de "mulheres-da-minha-vida" que não era para ti! Será que foi isso? Está tudo doido, mas que brutalidade!
(isto das tecnologias é no que dá)
(isto das tecnologias é no que dá)
às
09:52
18.5.10
Como um Girassol

Unhas dos pés pintadas de cor-de-rosa forte, sandálias de saltos altos, um dos meus bebés de partida. Franja e cabelo cortado. Corpo livre.
Está sol e calor :)
às
22:03
13.5.10
A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
às
22:41
9.5.10
8.5.10
Exercício de Poder...
E porque não me é mais permitido, olhar-me para a frente. Olho para trás e identifico e extrapolo o que de bom existiu. Porque na possibilidade de conseguir morrer sem culpa. Morrerei ainda assim, feliz com a vida que tive.
... em Liberdade
às
18:59
4.5.10
3.5.10
44 ainda de Abril
4 + 4 = 8*
*segundo a numerologia, 8 é o número da realização de projectos materiais e do controlo da matéria. representa materialização dos desejos, poder, equilíbrio, competência, determinação.
*segundo a numerologia, 8 é o número da realização de projectos materiais e do controlo da matéria. representa materialização dos desejos, poder, equilíbrio, competência, determinação.
às
11:07
27.4.10
Mulheres-da-minha-vida
Mas será possível que não saia por momentos do seu umbigo ou ângulo (nisto és parecida com as outras), o que for, para perceber que eu não estou a dar nada a ninguém, nada! E que apenas tento sobreviver, no básico que é também ele feito de estender e lavar roupa, quando possível, como se daí dependesse a vida...
E no entanto, e consciente do interregno, por tudo o resto que tens de diferente das outras, gosto de ti.
às
13:33
26.4.10
23.4.10
15.4.10
Amor
A música, comigo, tem que vir sempre por intermédio de alguém. Porque não a procuro, porque não me pisca o olho como fazem os livros e outros. Reconheci, toda a vida a dificuldade até física da música comigo. Chega-me no entanto cada vez mais representada e filtrada, por quem reconheço perto do formato que também é o meu, e com a qual me sinto bem. Esta chegou-me, do outro lado do mar e fica aqui para as duas mulheres da minha vida e para quem gostar.
às
12:05
10.4.10
Também Mulher
Não tinha reparado no título, da música que gostei e publiquei aqui, o tom não era aquele.
às
22:12
As Palavras Interditas
Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.
Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.
Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.
Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.
Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.
Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.
Eugénio de Andrade
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.
Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.
Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.
Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.
Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.
Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.
Eugénio de Andrade
às
21:58
Desintoxicar
De tudo, do Inverno, das contas extras da electricidade apesar das velas, e das outras, das emoções, da roupa que não secava, das responsabilidades, tantas..., dos olhares delas, do tempo dos outros, do frio… Foi tão pesado este Inverno.
A desintoxicar dos blogs, facebooks, contadores e afins, desintoxicar das pessoas que não conheço ou que também não podem estar.
Na margem oferecida pela Primavera, e ainda que no limite quanto ao básico, eu crio, recupero, torno-me disponível, também para dar e receber a/de quem for.
Em Liberdade
às
16:15
2.4.10
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