24.8.10

Cura

(instalação ;)

Foi um ano lectivo duro e longo. De medo, responsabilidade, cansaços extremos, sustos, desgostos, partidas. E eu que percebo quem pensa na morte e ainda assim não entendo a possibilidade de com duas filhas o poder fazer. Será que é quando o desamor total? De família, de amigos, de si próprio? Pois, não sei, eu cá tenho duas filhas, e também gosto de mim. E por isso corro, corri o ano todo.
Estafei-me. Quando parei finalmente há duas semanas, nem percebi que me encarquilhava, até chegar a dor… Tendinites, cervicais, articulações, gritos de estafa.

Micro
ruptura(s)
s.f.
Ato ou efeito de romper; rompimento, interrupção.
Quebra, fractura.
Quebra de relações sociais

Hoje vou fazer um mapa no Exel e organizar a vida toda até ao último cêntimo. O mindMap já está feito, o mail e tabelas para os pais, também.

19.8.10

18.8.10

devia-estar-aqui-um-coração-que-não-sei-fazer-ainda...

Quando tinha a idade dela, estávamos as duas sózinhas em Milão, ela tinha 6 anos :)

16.8.10

12.8.10

Depois de ontem, coragem da verdade, liberdade e chuva de estrelas


Ontem senti-me estranha, o dia também estava.
Hoje, de manhã, levei a amiga a tomar café na Rua da Liberdade com o Che Guevara. O António tinha ido lá abaixo ao pão, - deve estar a chegar... A chave do museu que pertence à associação também está lá, fechada. Vamos passear. Esta é a Casa, passeamos, vemos a igreja, Largo da Liberdade. Rua do 25 de Abril de 1974 (que esse é que é mesmo importante), ali está o museu, segundo sei é Árabe, fechado. É uma casinha branca e redonda, com uma meia-lua no "telhado" em bola. A porta fechada tem um buraquinho por onde passo a objectiva da máquina. Três imagens, o museu todo visto. - Que estranho, tem um altar, repara a amiga, - pois se é árabe?... Realmente... Voltamos para trás a olhar as plantas e o reboco das casas, de volta ao largo. Não vemos pessoas mas sentimo-las lá, numa sensação boa que nos recebe. Quero espreitar as traseiras da Casa, sei que há lá um espaço porque vi fotografado do céu. Ali está a Rua 1º de Maio, falta-me descobrir a Rua dos Capitães de Abril. De volta ao António um Sr. olha para nós e questiona-se no olhar tranquilo. O António foi lá abaixo e sim, vive-se bem aqui. Que pena aquela Casa… Ah sim, aquela e ainda aquela, são de um Sr.. muito rico que tem quase tudo aqui à volta. Emprestou a do lado para a associação mas ficou ao abandono. - A Casa, até era jeitosinha e tem um espaço para trás (eu sei) e um poço de lado. – Aqui não há drogados e isso. Eu até deixo a chave do lado de fora da porta da minha casa. – Estamos bem, quase todos reformados.
O homem continua, sereno, agora lançado adivinha-me os prazeres, quando me vê olhar os baloiços  – Mas sabe? Os filhos trabalham fora, mas nesta altura passam por cá e começam a ser pais. – Temos 4 bebés novos, e isso já não é nada mau. São três meninas e um menino, ele já nasceu elas ainda não.
Já de volta, por caminhos íngremes com a vista partilhada que reencontrei. – Olha as silvas carregadas de amoras, repara a amiga bem sentada lá no alto.
Fica marcado o encontro com o Che Guevara para um dia.
Hoje, de tarde, mais das histórias dos últimos dias, também das viagens. Solta-se na urgência de quem compreende que pode e deve, porque merece, confiar. Precisa tanto, vê-se e sente-se. Eu adoro, enchem-me as medidas, porque aprendo e vivo-as também. Sem perguntar quase nada para que o guião seja o de verdade e bom, deixo-me envolver nas imagens sentidas e saudosas, que me levam pelo mundo de gentes, sons, imagens de cores fortes e de contrastes, de cheiros, de paisagens. Ainda do tempo do carro joaninha, do Bobi que foi confundido com uma pele na fronteira de outros tempos. – Tem ali uma pele!, diz o guarda. – Sim, é uma pele mas tem um cão lá dentro! :D O restaurante de velas e violinos, que os miúdos querem, para o qual não há dinheiro mas que se não chegar, não faz mal basta regressar de férias mais cedo. Medalhões do lombo de vitela e afinal foi barato. A coragem da verdade, o amor, a Liberdade, de Sul a Norte e de lá para cá, numa inocência e vontade de conhecer, de viver. Todos juntos, porque bons. É musica, aquela das palavras ditas e sentidas assim. Num ritmo que se acelera e pára, que nos emociona e alegra. E eu pertenço porque me reconheço. Não sei porquê, mas é assim.
Acabei de ver actualizado no facebook, o estado civil da mais nova, Viúva. Tem 16 anos e não sei o que quererá isso dizer. A experiência sossega-me o instinto do receio, respeito, porque já tive presente outras duas medidas, do mesmo.
Hoje de noite, como todos os anos por esta altura, há chuva de estrelas cadentes, diz quem vê notícias. Por aqui, mesmo sabendo que existem, com a claridade não se vêem. E eu com tantos desejos para pedir. Está resolvido, quando chegar a hora peço na mesma. Pode ser que acerte em alguma. Porque eu não as vejo mas sei que existem.

1.2.3.4.5

Há tempos, atravessava o Jardim despenteado e selvagem, que gosto cada vez mais. Vejo num olhar rápido, as galinhas de um lado para o outro, sim estão ali também, na casa delas. As plantas, as que se comem ou que se hão-de comer, e as outras que estão ali porque são belas e gostam de lá viver. Olho de repente, as galinhas… todas alinhadas, arrumadinhas num poleiro, prontas para dormir! A imagem inédita ao vivo. Eu que só tinha visto tal imagem em desenhos animados, a rir a bandeiras despregadas, quase nervosa. AhAhAh! – Ó galinhas! Mas onde é que aprenderam isso? AhAhAh. A amiga ria também contente da graça que me achava a achar graça.
Ontem, o jardim, os cães, o gato, a mãe que é filha, a filha que é mãe, e eu tudo isso, sentadas a respirar o ar quente da sombra do fim do dia, também perto das galinhas… eu pelo canto do olho vigio-as. Uma a uma, lá vão saltando para o poleiro, arrumando-se para dormir. Eu, de cada vez, corro sem interferir com o silêncio, para as fotografar pelo postigo. Já ninguém me estranha, nem as galinhas, e isso é bom.

(faltam duas, uma está choca e outra com uma tala no pé partido, dormem no chão)

11.8.10

(re)Encontro

Realmente esta rua não pára de me surpreender. É verdade, estamos bem os dois. E ainda bem que não compraste a minha casa porque eu e elas não íamos aguentar.
Não me lembrava das violas, ou guitarras ou isso...
É giro ter um novo vizinho para tomar café :)

9.8.10

Ciência: Design.Universo.Filosofia



Checklist

Gosto de listas, de mapas mentais, de simplificar para controlar, organizar também para sobreviver.

Ontem vi por acaso o American Beauty. No ano em que estreou, resisti-lhe apesar da curiosidade e agora percebo porquê. Até ao ano passado não aguentaria tanta verdade.
Gostei muuuuiiiito.

8.8.10

instalações :) cá na rua


Primeiro foi a flor enorme, pintada no chão, no meio da estrada  que eu decidi que era para mim porque o pé terminava no meu carro no lugar onde costumo estacionar. Tenho pena que quase já não se veja, mas foi giro enquanto durou. Depois, à volta de um canteiro, sei lá o quê mas também giro de se ver. Está lá há um mês e ninguém tem vontade de o tirar, nem mesmo os jardineiros.

dentro da árvore

chuva quente

curioso...

6.8.10

Pedi um Buda

Apareceu-me um... "Hotei, conhecido como o "Buda gordo", é na verdade a representação de um monge chinês frequentemente encontrado em templos, restaurantes e amuletos. No folclore da China, ele acabou sendo associado a Maitreya. Para os japoneses, o "hara" (ventre) representa o coração e personalidade, portanto seu vasto "hara", representa grandiosidade de espírito.
No Ocidente ele é muitas vezes erroneamente visto como uma representação do Buda Siddhartha Gautama. Segundo a crença popular, apreciar uma pintura ou ter uma estatueta de Hotei espanta as preocupações.".
Eu a sonhar com um Buda introspectivo, calmo, tranquilo, e aparece-me um gordo obeso, dourado (pior do que este), pequeno, com a boca pintada de encarnado, a carregar o que mais parece uma arma às costas que espero que seja um cajado, porque sempre é mais budista. Quando o encontrei estive quase 20m a rir de nervos. E agora faço o quê e ponho onde um Buda gordo, pequeno, dourado, foleiro e que ao que parece custou um euro, e para mais com ar de travesti... (nada contra, só não gosto da estética).
Entretanto como acredito na ordem certa do universo, de tudo. Descobri onde pertence e adoro-o claro :)

:I

Liberdade

A diferença entre as duas está no quanto eu consegui proteger melhor a Liberdade da primeira. Ia lançada quando apareceu a segunda e correu tudo bem até ao dia em que me apanhou cansada, assustada, desarmada.

2.8.10

Olá!

:)

28.7.10

Hoje

De manhã, na praia da "menina do mar" (quero escrever sobre ela mas não agora), íamos em fila indiana, eu atrás e as crianças à frente, a sair do mar, quando de repente ouço a 10 cm de mim um bruto dizer: - Ó inteligente! Já podias parar de destruir isso!...
Bem..., numa milésima de segundo, olhei para os miúdos e vi o G. despreocupadamente, como só um rapaz, a emborrachar um carreirinho de areia, pé ante pé. Olhei, e retive o som do Ó inteligente! Milésima de segundo...
Ouvi, colado a mim quando ia a passar:
- Ó inteligente! Já podias parar de destruir isso!...
- Ó grandão! Já-podia-ter-mais-calma-e-perceber-que-a-criança-se-calhar-nem-se-apercebeu-de-nada-rrrrr!...
Vomitei as palavras, olhos nos olhos em tom médio porque a 10cm., num milésimo de segundo. A expressão mudou, adoçou -se e atrapalhou-se, e eu, baixei os olhos, porque também me atrapalhei com a velocidade e a proximidade., nunca mais olhei.
- Pois… sim, é que ele ia por ali fora…
- Pois, mas ele ainda nem percebeu, vai daí, ó inteligente…
- Pois…, talvez
- Pára G. olha que estás a destruir a construção deste senhor.
- Vá ajuda aí, pronto, já está refeito o dique holandez... Desculpe.
Quando chegámos às toalhas lá tive eu que explicar o que era um dique holandez, e o nível do mar, a história do menino que tapou o buraco... Mas pelo canto do olho, detrás dos óculos escuros, voltei a ver o homem, a seguir o carreirinho que ia do mar até perto de nós, ao filho (do tamanho dos "meus"). Sei que também nos viu. Depois, pai e filho, pegaram em óculos e respiradouros e cúmplices foram explorar o fundo do mar.
Bolas, nem acredito que rosnei grandão a um homem que não conheço, a 10cm dos olhos :l Mas também quem lhe mandou não saber escolher as palavras e o tom, - Ó inteligente!...
Budista...
Amanhã se lá estiver, ponho-lhe o filho a jogar petanga, com a quarta cor que anda a sobrar.
Já de tarde no carro, só com duas irmãs, entre histórias que lhes conto dos meus amores quando tinham a idade delas, conta-me a mais pequena:
- sabes Joana, eu lembro-me de uma coisa que o meu pai me disse quando era pequena (oito anos acabados de fazer :)  tinha cinco, ou quatro, e que nunca me esqueci porque foi muito bom :)
- espera… não me lembro das palavras… Ah sim! Disse-me… que se eu não tivesse nascido ele não era feliz…
:)

Ontem

chegou uma carta dela para mim e para a irmã. Um envelope A5, as letras escritas por ela…, cheirei-a e comovi-me :) Estava com algumas das “minhas” crianças e assim que compreendi o tamanho da emoção fui logo avisando que estava com mimo, porque a carta era da maria… Já em casa abri-a e inspeccionei-a de trás para a frente, quase a ver se a encontrava. De um lado um padrão feito, diz ela na carta, com um pé de bróculo à laia de carimbo :) do outro a estética de sempre, também das palavras, poucas mas poderosas, e sempre com muito espaço, para podermos completar a história de amor, nas entrelinhas. As lágrimas caíam e eu de sorriso rasgado para não os assustar, guardei a carta para mais tarde e lá comecei o discurso sobre emoções e os vários tipos de choro. De tristeza, de dor, de alegria, de desgosto, de comoção, de amor.

"é por isto que está tudo bem :)"

Queria pôr aqui umas fotografias que a grande me enviou :), mas estão num formato esquisito. São fotografias da mais nova a fazer caretas e a rir às gargalhadas. Em cada imagem aparece, num rectângulo pequeno, no canto inferior esquerdo (como naqueles programas com a senhora da linguagem gestual), a grande a rir também às gargalhadas :) Lindas a adorarem-se e a matar saudades, pelo Skype.
O título é o assunto do mail dela, que sabe que não faço pesar, mas ainda assim me quer sossegar.
"sinto-me leve, feliz! tenho um mundo de saudades de casa, mas estou bem porque vos trago sempre comigo.
:)
é por isto que está tudo bem :)

25.7.10

noites quentes pré lua cheia


medicina
psicologia cognitiva
sandálias
calor
água
chocolate
corpo
tarot
fotografia
:)

24.7.10

Os meus amores

:)

Agosto, também

:)

quero um Buda

E eu :)

Passei a dormir nua, e gosto muito de casas

23.7.10

E eu...

:) quase em Agosto

Universo . Liberdade

E eu que sei que as “coincidências” não são o que dizem ser, e sei que está tudo por aí, por toda a parte para todos, pronto para aproveitar. E sei que também desta vez, apanhada de surpresa, é só olhar e procurar. Levar comigo o importante, desta vez com a cicatriz do desgosto, desta vez o reconhecimento da minha negada disponibilidade e vontade de amar. Está tudo aí, o que no fim fica, a grande amiga feita à minha medida de verdade, o encarar no outro a verdade de mim própria, também na medida de originalidade, a horta que inspira e antecipa a minha. Tantas pequenas coisas, e claro, a Rua da Liberdade,
a olhar o rio e a cidade, o meu mar, do lado de lá.
Ala que se faz tarde!
Ai Agosto…, vai ser um mês muito importante. 

Coragem não reactiva. A palavra deste ano, só agora assumida.

Universo
E agora que também deixei de confiar vou, mas ainda assim certa de querer partilhar, tudo e nada. Desta vez, vou ser precisa no pedido ao Universo :) Gosto de casas, hum..., gosto de saúde :) gosto de natureza perto da cidade. E de crianças claro. Ah e de uma biblioteca para juntar à minha. Tudo o resto terá que ser coragem, criatividade e Liberdade para amar.

21.7.10

Ioga, mês 1




E eu que não acredito na política de hoje, tal como a conhecemos, apenas porque por nós concebida e nós também não somos certos. Acredito na Natureza e no poder que terá, mesmo antes de darmos cabo dela e por consequência de nós próprios, de se salvar, fazendo-nos desaparecer da face da terra…


Não somos certos mas podemos, de facto fazer a diferença e tal como no ioga, não existe uma medida a atingir, um fim, uma ideia… o importante é dar o passo seguinte, o nosso passo seguinte, real, imenso para nós, porque um passo à frente, sempre um pé de cada vez, andar…


A partir deste mês, todos os meses durante um ano, vou dar um-passo-meu de cada vez. Pequeno mas imenso porque real.





Este 1º mês ponho em prática o que quase pensava já ter feito, de tanto já ter pensado em fazer. Enchi uma garrafa de plástico de 1,5l, com areia, coloquei-a no autoclismo e já está, para sempre...


Poupo 1,5l por descarga, se forem 10 por dia, são 15l, vezes 10 dias, 150l, vezes 3, faz 450l num mês, vezes 10, quase um ano, 4500l mais litro menos litro, apenas com um gesto... Demorei anos entre a simpatia pela ideia, agora um passo dado, o meu passo seguinte, real, imenso para mim, porque um passo à frente. Fácil, não? Equilíbrio entre a ideia utópica de perfeição e a possibilidade da nossa medida de verdade, em Liberdade, em acção. Muito gosto eu de ver tudo misturado :) Ioga!

10.7.10

Liberdade

Ser Livre
É mais difícil ser livre do que puxar a uma carroça. Isto é tão evidente que receio ofender-vos. Porque puxar uma carroça é ser puxado por ela pela razão de haver ordens para puxar, ou haver carroça para ser puxada. Ou ser mesmo um passatempo passar o tempo puxando. Mas ser livre é inventar a razão de tudo sem haver absolutamente razão nenhuma para nada. É ser senhor total de si quando se é senhoreado. É darmo-nos inteiramente sem nos darmos absolutamente nada. É ser-se o mesmo, sendo-se outro. É ser-se sem se ser. Assim, pois, tudo é complicado outra vez. É mesmo possível que sofra aqui e ali de um pouco de engasgamento. Mas só a estupidez se não engasga, ó meritíssimos, na sua forma de ser quadrúpede, como vós o deveis saber.

Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo'

27.6.10

Amor-de-ela-de-mim

http://walnutandtheapple.blogspot.com/

:)
Ela é tão de nós, as outras duas.

26.6.10

Estava curiosa

Não gostei, principalmente por ser autobiográfico e notar no autor o que nunca gostei em algumas pessoas. É subtil, mas intrínseco, o burguesismo intelectual, disfarçado de humildade, quando existe soberba. Característico também naquela geração e de alguns nesta.
É a falta de coragem pela verdade, disfarçada, que me incomoda e não a medida.

Menos

por aqui e mais em equilíbrio
:) clik

18.6.10

sôfrega

Depois de 11 anos sem ler ficção.

17.6.10

Obrigada

:) !!...

Livre

(Não há machado que corte
a raíz ao pensamento) [bis]
(não há morte para o vento
não há morte) [bis]

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão

Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre

Manuel Freire

13.6.10

santos populares

:)
dançar, ginginha, sardinha, manjerico, sangria, rir, sr, antónio, farturas,

ps:
ele: olá que fazes?
ela: cá estou... E tu, que fazes?
ele: boa ideia!
ele: vamos aos santos!
ela:sim!

3.6.10

?

Hum!...

30.5.10

Presente e Futuro

Fiz um mind map para os meus próximos 5 anos :) Faço-os constantemente, mentalmente, a propósito de tudo e de nada. Mas vê-lo assim ali, também é giro.
Estudar, ler, curtir, amaaarrr :) E já se sabe, para isso é preciso trabalhar.

Entretanto, deixa cá ver...
Triste
Cansada
Em forma
Envelhecida
Gira
Intoxicada
Viva
Corajosa
Quase transparente

Vamos ver o que é que consigo fazer com isto.

Os cantos em ângulos rectos na diferença, é apenas da testosterona, e isso também é bom.

28.5.10

Vejo-me triste, abandonada e só
Bem como um cão sem dono e que o procura,
Mais pobre e desprezada do que Job
A caminhar na via da amargura!

Judeu Errante que a ninguém faz dó!
Minh’alma triste, dolorida e escura,
Minh’alma sem amor é cinza e pó,
Vaga roubada ao Mar da Desventura!

Que tragédia tão funda no meu peito!…
Quanta ilusão morrendo que esvoaça!
Quanto sonho a nascer e já desfeito!

Deus! Como é triste a hora quando morre…
O instante que foge, voa, e passa…
Fiozinho de água triste…a vida corre…


Florbela Espanca - Livro de Sóror Saudade

27.5.10

simples

Acabei de me olhar no espelho do elevador, e vi-me gira. Cansada mas gira :)

Certo certo é que

Vou estar a estudar em Outubro.
Vou passar o Natal e a passagem de ano em NY com os meus amores.
Nunca mais vou amar homens inseguros.

Para já

Preciso de amigos bons mas também leves.
O verão está aí à porta e eu apesar do cansaço estou em forma e só preciso organizar-me nos próximos dias para poder começar a divertir-me e a descansar.
Voltaram os livros, as árvores.
Correr de manhã em vez de migalhas de café.

Gostava mesmo que me oferecessem um Buda.

26.5.10

Amor



" 26  . maio . 20010


mãe! aqui vou eu, da pequena alface para a grande maçã! vou-lhe dar uma dentada e traze-la para fazer das duas uma salada!


passarinho piu piu com asas? sim! estou mesmo feliz!


vou num pé e venho noutro! e sim, as malas vão cheias: de amor e de sorrisos e saudades e sonhos. ensinaste-me mesmo a sonhar mãe! gosto tanto tanto de ti, sabes? até à lua. ao sol.. às estrelas. até aos sonhos mais longinquos que afinal até estão mesmo à mão.


beijinhos minha querida mãe, adoro-te.


maria".

Maturidade emocional

leve :)

23.5.10

Mulheres-da-minha-vida no País das Maravilhas




Caí no buraco, de repente estava ali.


O calor, de verão, quente, parado, do Alentejo. Fui de manhã, com a mãe-amiga, as duas cúmplices e contentes, juntas.


Uma casa, um telheiro, mesas alguidares, homens e mulheres, carne de dois porcos, alimento para todos os que ali foram ajudar, até ao ano que vem. Estranham-me apenas no segundo antes, do meu primeiro sorriso, para logo em seguida, ficarem contentes por mais dois braços. Para eles é assim simples. Fico encarregada de tomar conta do fogão que vai cozinhando petiscos e preparando o almoço. Embalo carnes e banhas, congelo em doses, misturei temperos. Ninguém questionou nunca, se eu o saberia ou poderia fazer, tenho dois braços… Quase todos mais velhos, eles e elas, marcados desdentados, leves… Debaixo do telheiro corre uma aragem morna a contrariar o calor de verão avulso. Os homens afiam as facas e separam, limpam, cortam migam. Um cachorro chamado Andreia Joaquina da Silva, uma cadela velha a Maravilha. Contam-me que nem sempre foi assim, homens junto das mulheres a fazer aquele trabalho. A eles cabia-lhes matar o bicho. Mas que agora já é diferente. Encho pela primeira vez os pulmões de ar, suspiro fundo. Sinto-me bem ali, só eu, acompanhada, segura… A mesa grande da cozinha começa a compor-se. O panelão de sopa farta, borbulha, as primeiras carnes, derretem na gordura fresca, os temperos, os cheiros dos coentros, alhos, pimentão. Uma senhora de cabelo branco, vestida de preto, vai lavando a loiça. Faz também pacientemente uma salada de frutas, e outra de alfaces e tomate da horta, perfeitas. Corta-se o pão fresco e denso. Todos à mesa, já há tarde. Aqui o impulso foi maior e os homens sentaram-se todos juntos de um lado e as mulheres do outro. O calor agora lá fora está no máximo, o cachorro gane porque ficou sozinho, e a D. Orlete, senhora da casa, - coitadinha da Andreia Carolina da Silva… não quer ficar sozinha! Um homem levanta-se e vai abrir a porta à cria, que sossega debaixo da mesa e dos nossos pés.


Lição de vida, falou-se e ouvi falar de tudo, da natureza, das plantas e doenças e dificuldades deste ano, trocam-se sabedorias e relaxa-se para a sopa a abarrotar no prato. Os impostos, a horta, os políticos, a agricultura, Cuba, o casamento do Lobo Antunes, as febras os torresmos fininhos, azeitonas, a enorme e maravilhosa salada, batatinhas. Vinho tinto, claro, a senhora de preto bebe Coca-Cola zero, porque está a tomar medicamentos. – A Coca-Cola deve ter qualquer coisa, que até limpa uma moeda. Sabes Joaninha, aqui podem faltar muitas coisas mas ninguém passa fome, dá para todos. Só não há para quem não quiser trabalhar! Acho que consegui ainda assim sorrir, ainda que com o olhar desfocado de quem assistia à explicação mais certa e simples, de toda a minha vida.


Ainda fomos à horta, onde estivemos as duas, em silêncio, sentadas no chão ao sol a apanhar ervilhas e favas no meio de um mar de flores, de papoilas. Suspirei fundo outra vez.


Regressámos em conversa, com tempo e intimidade e as emoções demasiadas. As lágrimas caíam agora no silêncio, pus os óculos escuros e chorei o tempo que durou o pôr-do-sol.

21.5.10

Ferida

aberta. Aquela que já quase cicratizara...

desgosto
s. m.
1. Desprezar.
2. Sentimento, mágoa.
3. Pesar.
4. Desagrado; aversão; repugnância; dissabor.

amor
(latim amor, -oris)
s. m.
1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atracção!atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno). = afecto!afeto ≠ ódio, repulsa
2. Sentimento intenso de atracção!atração entre duas pessoas. = paixão
3. Ligação afectiva!afetiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega). (Também usado no plural.) = caso, namoro, relacionamento, romance
4. Ser que é amado.
5. Disposição dos afectos!afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor à humanidade, amor aos animais). ≠ desprezo, indiferença
6. Entusiasmo ou grande interesse por algo (ex.: amor à natureza). = paixão ≠ aversão, desinteresse, fobia, horror, ódio, repulsa
7. Coisa que é objecto!objeto desse entusiasmo ou interesse (ex.: os livros electrónicos!eletrónicos são o meu amor mais recente). = paixão
8. Qualidade do que é suave ou delicado (ex.: faz isso com mais amor). = brandura, delicadeza, suavidade
9. Pessoa considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar (ex.: ela é um amor; vem cá, amor). = querido
10. Coisa cuja aparência é considerada positiva ou agradável (ex.: o quarto dos miúdos está um amor).
11. Ligação intensa de carácter!caráter filosófico, religioso ou transcendente (ex.: amor de Deus). ≠ desrespeito
12. Grande dedicação ou cuidado (ex.: amor ao trabalho). = zelo ≠ descuido, negligência

Crédo!

Aquilo foi para mim? Pois, parece demais, não é?
Está tudo doido! Mas o que é que se passa? Foi o quê?
Penso, olho para trás, releio e vejo um post de "mulheres-da-minha-vida" que não era para ti! Será que foi isso? Está tudo doido, mas que brutalidade!
(isto das tecnologias é no que dá)

18.5.10

Como um Girassol

Unhas dos pés pintadas de cor-de-rosa forte, sandálias de saltos altos, um dos meus bebés de partida. Franja e cabelo cortado. Corpo livre.
Está sol e calor :)

13.5.10



A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

Eu

Apesar de sempre ter embirrado com o personagem, ando a sentir-me a Alice no País das Maravilhas.

9.5.10

(des)Norte

dorida da vida.

Sul


Eu

8.5.10

Exercício de Poder...

E porque não me é mais permitido, olhar-me para a frente. Olho para trás e identifico e extrapolo o que de bom existiu. Porque na possibilidade de conseguir morrer sem culpa. Morrerei ainda assim, feliz com a vida que tive.
... em Liberdade

4.5.10