2.5.11

Fui comprar o meu presente de anos deste ano

(link...)

(não encontrei uma imagem maior, mas como tb não gosto dela... Assim até parece gira.)

Capítulo 1
_____

FUNDAMENTOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO
SAUDÁVEL E COM SENTIDO



Os alimentos como energia

Os alimentos são fundamentalmente energia. Na realidade, todo o universo o é. A teoria quântica, um dos ramos da física moderna, demonstrou-o. Segundo ela, a matéria não é mais do que energia condensada. Vejamos em que se fundamenta esta afirmação. Como sabemos, os átomos são formados por um ou vários elementos e por um núcleo composto por protões e neutrões. Os electrões não têm massa, ou seja são energia em estado puro. Pelo contrário, os protões e os neutrões contam com ela. No entanto, c´lculos científicos provaram que, se uníssemos todos os núcleos atómicos do universo, eles ocupariam o mesmo espaço que a cabeça de um alfinete --- o que demonstra que a matéria, por mais sólida que pareça, está praticamente vazia.
O facto de uma substância ou de um fenómeno nos parecerem mais ou menos sólidos é uma questão de percepção. Na verdade nunca chegamos a tocar verdadeiramente em nada. Quando julgamos tocar ao de leve numa mesa, os electrões e os átomos dos nossos dedos não entram em contacto. Se o fizessem, estaríamos perante uma reacção química, algo que, obviamente, não acontece quando passamos a mão por uma mesa. Definitivamente, a solidez de um objecto não é mais do que uma impressão. Se pudessemos contemplá-lo a nível subatómico, verificaríamos que um objecto, independentemente da sua natureza, é formado por pequeníssimas porções de massa separadas por enormes espaços ocos, uma espécie de universo no qual os núcleos atómicos fzem de estrelas, os electrões de planetas, e o resto são milhões de quilómetros de puro vazio. De facto, quando sentimos que alguma coisa é dura ou, pelo contrário, mole, o que estamos a receber são energias com diferentes comprimentos de onda.
Em suma, tanto nós quanto o mundo que nos rodeia somos basicamente energia. Os alimentos, evidentemente, não escapam a essa lei. É por isso que vamos abordar a alimentação do ponto de vista energético.

:D :D :)

Começa assim e vai por aí fora, a falar acerca de tudo, desde a composição dos alimentos, o corpo humano, saúde, vida, receitas (muitas), o cosmos :) Uma misturada, com rigor, como eu gosto e com sentido. Tem um bom indice :)
Tenho muitos do género, mas quando eles se atiram assim para cima de mim, não lhes resisto :) Está cá tudo.

1.5.11

Como diria um dos meus Avôs: - Caramba!

* VIDA

(A uns políticos)

Por que é que combateis? Dir-se-á, ao ver-vos,
Que o Universo acaba aonde chegam
Os muros da cidade, e nem há vida
Além da órbita onde as vossas giram,
E além do Fórum já não há mais mundo!

Tal é o vosso ardor! tão cegos tendes
Os olhos de mirar a própria sombra,
Que dir-se-á, vendo a força, as energias
Da vossa vida toda, acumuladas

Sobre um só ponto, e a ânsia, ao ardente vórtice,
Com que girais em torno de vós mesmos,
Que limitais a terra à vossa sombra...
Ou que a sombra vos toma a terra toda!
Dir-se-á que o oceano imenso e fundo e eterno,
Que Deus há dado aos homens, por que banhem
O corpo todo, e nadem à vontade,
E voguem a sabor, com todo o rumo,
Com todo o norte e vento, vão e percam-se
De vista, no horizonte sem limites...
Dir-se-á que o mar da vida é gota d’água
Escassa, que nas mãos vos há caído,
De avara nuvem que fugiu, largando-a...
Tamanho é o ódio com que a uns e a outros
A disputais, temendo que não chegue!

Homens! para quem passa, arrebatado
Na corrente da vida, n’essas água
Sem limites, sem fundo - há mais perigo
De se afogar, que de morrer à sede!

De que val disputar o espaço estreito,
Que cobre a sombra da árvore da pátria,
Quando são vossos cinco continentes?
De que vale apinhar-se junto à fonte
Que - fininha - brotou por entre as urzes,

Quando há sete mil ondas por cada homem?
De que vale digladiar por uma fita,
Que mal cobre um botão, quando estendida,
Deus pôs sobre a cabeça de seus filhos
A tenda, de ouro e azul, do firmamento?
De que vale concentrar-se a vida toda
N’uma paixão apenas, quando o peito
É tão rico, que basta dar-lhe um toque
Por que brotem, aos mil, os sentimentos?

Oh! a vida é um abismo! mas fecundo!
Mas imenso! tem luz - e luz que cegue,
Inda a águia de Páthmos - e tem sombras
E tem negrumes, como o antigo Caos!
Tem harmonias, que parecem sonhos
De algum anjo dormido; e tem horrores
Que os nem sonha o delírio!

É imensa a vida,
Homens! não disputeis um raio escasso,
Quem vem d’aquele sol; a tênue nota,
Que vos chega d’aquelas harmonias;
A penumbra, que escapa àquelas sombras
O tremor, que vos vem d’esses horrores.
Sol e sombras, horros e harmonias,
De quem é isto, se não é do homem?!
Não disputeis, curvado o corpo todo,
As migalhas da mesa do banquete;
Erguei-vos! e tomai lugar à mesa...

Que há lugar no banquete para todos:
Que a vida não é átomo tenuíssimo,
Que um feliz apanhou, no ar, voando,
E guardou para si, e os outros, pobres,
Deserdados, invejam - é o ar todo,
Que respiramos; e esse, inda mais livre,
Que nos respira a alma - a terra firme.
Onde pomos os pés, e o céu profundo
Aonde o olhar erguemos - é o imenso,
Que se infiltra do átomo ao colosso;
Que se ocultou aqui, e além se mostra;
Que traz a luz dourada, e leva a treva;
Que dá raiva às paixões, e unge os seios
Com o bálsamo do amor; que ao vício, ao crime,
Agita, impele, anima, e que à virtude
Lá dá consolações - que beija as frontes
De povo e rei, de nobre e de mendigo;
E embala a flor, e eleva as grandes vagas;
Que tem lugar, no seio, para todos;
Que está no rir, e está também nas lágrimas,
E está na bacanal como na prece!

Eis a Vida! o festim que Deus, no mundo,
Para os homens armou! para seus filhos!
Forma mais pura do Universo augusto!
Da lira universal nota mais alta!
Do chão infinito seara ardente!
Quando os orbes de luz, que andam na altura,
Sentem a face, às vezes, enublar-se
E o seio lhes revolve íntima mágoa,
É que n’essa hora uma ânsia de venturas,
De amor mais vasto, de mais bela forma,
Uma aspiração vaga os acomete...
Pedem a Deus que estenda a mão piedosa
E os erga a luz maior, à luz do espírito,
E tem inveja ao homem, porque vive!

Da árvore do Eterno pendem frutos,
E frutos aos milhões - estrelas, astros,
Formas e criações que nem se sonham -

Mas só onde seus ramos se mergulham
No espírito vital do infinito,
Só onde a ar puríssimo do Belo
Lhe beija as franças últimas - somente
Lá se abre o lírio augusto, o lírio único,
A flor dos mundos, que se chama vida!

Inundação de crenças... e dilúvio
De dúvidas fatais! hino de glórias...
E rugido feroz! Se és fera, toma
A parte dos rugidos - e, se és homem,
Ergue ao céu tua face, e entoa os hinos!
Se há valor em teu peito, corta as águas
Nadando, d’esse mar de infindas dúvidas:
Ergue-te, luta, arqueja, precipita-te,
Deixa as ondas lavar-te o corpo, ou dar-te
A pancada da morte - mas sê homem!
Sê grande sempre! e, ou Satã ou Anjo,
Blasfema ou exulta... mas não desças nunca!

Porque descer é morte, é sombra, é nada!
É a pedra que dorme: é lodo escuro
Que sombrio fermenta! a alma, se é espírito,
É por que à farta possa encher, crescendo,
O espaço todo e todo o ar infindo!
E, bela ou triste, horrível ou sublime,
Santa ou maldita, a vida é sempre grande!

Rocha por onde os tempos vão seguindo
No caminho que os leva ao infinito...
É tão vasta, que os séculos marchando
Com passos de gigante, há milhões de evos,
Não puderam ainda ver-lhe o termo,
Não puderam gastá-la um pouco, apenas!

É tão fundo esse mar, é tão fecundo,
Que os homens todos, que há milhões de séculos
Nascem da espuma e vêm encher as praias,
Bebendo a longos tragos, não puderam
Fazê-lo inda baixar, sequer um palmo!
..............................................................
E não vos chega para vós? Os tempos
Deixaram cheia aquela taça imensa...
E estes três homens já lhe vêem o fundo!
As idéias serenas e os combates
Da eterna liberdade; o amor e as lutas
E as dores da verdade; as doces lágrimas
E os rugidos altivos; o que os sábios
Nos ensinam, e quanto o olhar ingênuo
Da mulher nos revela - tudo, tudo,
Tudo isto, nos banquetes da existência,
É um bocado apenas para a boca
D’estes Titãs imensos... de seis palmos!
................................................................
Por que é que combateis? O mundo é vasto!
Dá para todos - todos, no seu oano,
Podem talhar à farta e à larga um manto
Com que cobrir-se... e que inda arraste... É vasto!
Erguei somente os olhos! alongai-os
Pelo horizonte! e, além d’esse horizonte,
Há mil e mil como este!
   Se vós tendes

O olhar fito nos pés, aonde a sombra
Em volta de vós mesmos gira apenas,
O que podeis saber d’esse Universo?
Não há olhos que contem tantos orbes!
E cada um d’esses mundos tem mil vidas!
E cada vida tem milhões de afetos,
De paixões, de energias, de desejos!
Cada peito é um céu de mil estrelas!
Cada ser tem mil seres! mil instantes!
E, em cada instante, as criações transformam-se!
E cousas novas a nascerem sempre!

Descei, descei o olhar ao próprio seio!
Como n’um espelho, esse Universo todo
Reflete-se lá dentro! é como um caos
Donde, ao fiat ardente da vontade,
Podem surgir as criações aos centos.
Podeis tirar daí a luz e a treva!
Podeis tirar o bem, e o mal, e o justo,
E o iníquo, e as paixões torvas da terra,
E os desejos do céu!
Pois não vos chega?
Assim queirais viver, que há muita vida!
.................................................................
Alexandre! Alexandre! és tu que choras
Não haver já mais mundo que conquistes...
E sais d’aqui, ó triste! sem ao menos
Ter olhado uma vez dentro em tua alma!
Alexandres inglórios! toda a terra
Acabou, onde a vista vos alcança!
Correis... correis... correis... atrás de um átomo...
E ides deixando, ao lado, os universos!
..............................................................
Mas vós não vedes nada d’isto! nada!
E quereis aos homens ensinar a vida?!

Antero de Quental

* Já me tinha parecido de outras vezes, hoje confirmou-se. Tive um amigo que me ensinou a ler poesia, tal como o pai dele lhe ensinou um dia. Sem pensar no sentido das palavras ou no temor que nos possam provocar, apenas deixando que passem, ao correr do sentir do coração. Tenho pena de não lhe poder agradecer.

Cada vez menos entre "Gregos e Troianos"...


Só agora é que entendi a história da "modéstia" que se despreza, e da "soberba" que se deseja e que por isso se anuncia, no próprio desejo de deslumbre, de si... De repente confirmei tudo tão pequenino que quase vomitei, ainda estou aqui vai não vai :( Não, não tenho pena, já não.

... sabemos todos do que precisamos para se "Agradar a/ao Sí"

_ O Sentimento de Si _ (não sei pq é que os meus links deixaram de ter risquinho por baixo, não gosto de não-saber :(

Nem de propósito, "em meu socorro", telefonou-me em Dia da Mãe, a que sabe ser, mesmo sem saber. - Queres cá vir? Mais modéstia não há, porque é o que é. A caminho, também do Jardim que se come :)

Amor



♥

29.4.11

45 :)

Sem pés
:)
mas com cabeça, sorriso e
♥
(a ver pelas fotos publicadas em baixo, Abril "esparvoádo"... :)

45

de Verdade de mim, ainda que às vezes escondida 
ai a princesa ervilha  :)

28.4.11

Voar

Hortas Urbanas; Biológicos; Escola/educação; Alimentação/nutrição; Casa; Design; Sustentabilidade; Futuro; Ecologia; E-tanto-tanto-mais.

Eixo IX - Desenvolvimento do Sistema Urbano Nacional ?
"- Promover o desenvolvimento urbano policêntrico, reforçando a articulação das cidades com as respectivas áreas envolventes e a qualificação dos espaços urbanos;
- Preservar e valorizar os recursos naturais, a biodiversidade e o património natural;"
(Seja lá o que isto queira dizer, porque a mim parece-me que dá para quase tudo...)

27.4.11

26.4.11

Quase, quase a fazer um ano...

que o pior do medo dos outros, se entranhou em mim.

(2:00)
- Tens medo de quê?
- Não sei… Sou a amígdala, é suposto estar em alerta e avisar-te dos possíveis perigos.
- Mas isso é um exagero… Já me avisaste do perigo, que aliás, devo lembrar-te eu também, não é de morte…
- E depois tu sabes… Que também és a mais corajosa a abraçar a vida nas emoções, sem tabus ou preconceitos, que são tantas, tão para além do medo, boas, leves e merecidas.
- Sim eu sei… Coitado do Adamastor… Sabias que ele ficou assim, bruto e zangado, porque sofreu de desamores?
- Não, ele ficou assim porque lhe mentiram…
- Ah, pois… E a nós? Mentiram-nos?
- Não, mentiram a si próprios e nós não percebemos, ou não quisemos ver.

(7:40) Elevador, passado o Cabo das Tormentas :)

25.4.11

:D, :)

Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...


Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,


Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.


Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

24.4.11

Clever, clever girl



Não é de todos, não é para todos.
Ainda assim, muito bom de se ouvir e ver :)

23.4.11

De uma quase-budista

*
Avós tradicionais e católicos, pais ateus. A primeira filha, a primeira neta. Morreram-me cedo os meus avós, morreram-me cedo as tradições que me marcaram o sentido de mim de sempre e para sempre. A Páscoa é assim, acho eu, coisa de famílias... Hoje apeteceu-me desejar Boa Páscoa a quem sem saber, generosamente me tem inspirado, mas como não A conheço, desejo aqui a todos um excelente domingo de Páscoa, de Família

* É Dia do Livro e os Livros para mim são vida
  e dentro da vida está o amor
Este  piscou-me-o-olho, ainda antes de ser famoso e muito antes de se "condicionar" aos limites de filme. Viajei tanto dentro de mim, comigo pelo mundo fora...

18.4.11

12.4.11

Projecto de Ogre

E eu que já percebi que na Vida só duas coisas nos movem, o Medo e o Amor...
Elejo a Coragem num sentido também de "Todo", principalmente de si próprio, de ser humano...
É preciso coragem para se Ser.
O segredo, a capacidade de me fazerem rir sem serem palhaços, porque não gosto de palhaços, nem de comédias nem de tragédias.
Quem diria
:D

8.4.11

Coragem...

Balanço em tempo morno

Foi uma semana difícil e intensa de trabalho. Tenho andado a sentir tudo muito e mais denso. Aos poucos a brecha que o FB representa na passagem da informação, da qual fiz questão de me proteger há anos porque tive que optar na pouca margem que tinha de bem estar, está a aumentar e eu começo a sentir os efeitos… Sei que vou acabar por decidir alguma coisa acerca disto. Sei que por feitio não me demoro muito a queixar-me, a anunciar razões e espiar culpas para o meu desconforto. Sou na prática absolutamente defensora do “se estás mal muda-te” ou reorganiza-te. Porque na verdade levo-me muitíssimo a sério, mas também levo os outros tão a sério que mesmo defendendo as minhas razões, como sendo as mais acertadas (para mim, porque minhas), acredito que as dos outros o são igualmente… A coexistência de várias verdades, porque nunca nada é absoluto, é sempre possível. Os pressupostos de vida, de experiência, de sentidos, de valores, de biologia, de percepção, de atitude, de capacidades, de potencial, de cada um, consigo próprio e em interacção com todos e tudo o que nos rodeia, definem a complexidade humana para o bem e para o mal. Acredito também, cada vez mais na coragem, acredito que é minha a responsabilidade de me “esforçar” para ser feliz, sem que isso signifique mudar os outros. E coragem tem sido uma das palavras que ultimamente, naqueles “zooms” ou Palavras-chave do momento, como lhes chamo eu, me tem surgido com mais frequência… Coragem e “provincianismo”, em sentidos muito “rebuscados” meus. Sim, são as duas palavras do momento. E agora que reparo nelas escritas, assim perto uma da outra, reparo o quanto, numa medida vasta, são palavras antónimas.
Tenho tido Invernos difíceis, fisicamente e psicologicamente. Quando se está “sozinha” é mais “pesado”. Faltam abraços, cumplicidades, partilhas, risos e paixões internas que aquecem por dentro e nos protegem do frio de fora. De há uns anos para cá que tenho inveja dos ursos e gostava de poder hibernar. E para mim, que antecipo tudo o que existe de bom, o mês mais difícil não é Fevereiro, mês antes da Primavera. Acho que é Novembro, porque já me pesa o cinzento e ainda só vai a meio. Já só tenho uma vaga ideia de mim a gostar também do frio, enquanto boa possibilidade de estar confortável e serena em casa a ler um bom livro a beber chá e a ouvir a chuva cair. Tão vaga como aquela de mim em Agostos inteiros na praia, debaixo do toldo de todos os anos a conversar com quem teve vidas longas e preenchidas (adoro conversar com quem teve longas vidas de histórias e gosta de as partilhar), de outros tempos e a ler livros da Pearl Buck. Não sou saudosista, não gosto de saudosismos porque são sintomáticos de incapacidade para viver o presente com entusiasmo de futuro que ainda está para vir e porque são pretextos de mau estar. Ainda assim tenho, volta não volta, lampejos de saudades de mim “ali” naquela medida. Acho o mesmo em relação às mágoas. Limitam-nos, condicionam-nos, pesam-nos. Eu sei, sabemos todos, que é assim e por isso ou as negamos ou nos alimentamos delas. Mais uma vez a coragem… No encarar das dores que não conseguimos ou pudemos evitar. Que provavelmente nos apanharam de surpresa, no experimentar do que ainda não tínhamos vivido. A coragem de as olhar de frente com humildade e não fingirmos que não existem, por medo de perdermos o pé, por medo de não aguentar a dor… A coragem de não lhes subestimar a medida e de as atravessar de peito aberto, de preferência a sorrir porque nada é permanente e é bom viver.
Chegou entretanto a Primavera, tem estado calor e as noites estão mornas… Os corpos, todos, os vivos e não só, entram em expansão, e eu gosto tanto. Sou expansiva por natureza, acho que por ser corajosa na forma como me entrego à vida. É tempo de beijos, agora mais do que os abraços de inverno, de riso e de alegria, num entusiasmo que se quer de paixão. Mais uma vez a coragem para se viver de intensidade em intensidade, não necessariamente espalhafatosa, o que nos preenche, alimenta e constrói numa soma de vivências de verdade, que nos permitirão ir desfrutando com gosto e sentido a vida, sempre a olhar para a frente ainda que por vezes, tantas, difícil.
Termina agora um ano que emocionalmente foi muito duro e difícil. Mais uma vez, num olhar rápido, olho para ele e reparo o quanto me fez “crescer” e “avançar” em mim. E também por isso já quase consigo estar grata a tudo o que de menos bom me calhou e do qual não me consegui proteger a tempo.
Vêm lá tempos difíceis, todos sabemos que sim, mas ao mesmo tempo sinto que vêm lá tempos bons para mim  Só tenho que de facto, me proteger do que neste momento não me está a fazer bem, e concentrar-me no que me tem “piscado” o olho de bom por descobrir e viver.
Está tudo à nossa volta e somos nós que decidimos a cada momento onde pousar as emoções e o olhar. E eu que sei e já aqui o referi, que mereço partilhar a existência, com quem não dependa de mim para ser feliz, e sim com quem exista de provas dadas na capacidade de também olhar o mundo assim, estou a andar  :)
Haja coragem para se ser feliz!
Pois... Agora é que são elas... :(

6.4.11

Vida

Fui à procura _deste_ e trouxe mais _este_ que me piscou o olho e que é maravilhoso porque certo no olhar da "Vida".

2.4.11

Estou aPaixonada...

Quero Terra! E agora?

Hoje é, sem dúvida nenhuma, um dos primeiros dias do resto da minha vida :)) O meu universo abriu-se e alargou-se, num "mundo novo", de leituras, de saberes, de pesquisas, de pensares, de origens, de pessoas, de história, de ética, de valores, de saúde, de riqueza, de responsabilidade, de competências, de futuro, de eficácia, de equilíbrio, de tradição, de Amor, de paixão, de emoções, de liberdade, de educação, de sustentabilidade, de nutrição, de saúde, de Vida. :) e isso é maravilhoso!

Éramos cerca de 15. Só a Graça Ribeiro (professora) e mais uma é que têm horta própria, e o arquitecto que trabalha lá no museu. Professora muitíssimo competente, sábia e verdadeiramente entregue à passagem de tudo o que sabe, a quem queira aprender :) Passou no meu olhar, não de juízo de valores mas, muito rebuscado na capacidade de "ver" por vários ângulos e dimensões, nas entrelinhas e não só. É o primeiro curso desta dimensão que faz. Tem experiência de ensino com crianças e de pequenas palestras, mas este é o primeiro assim, mais completo, também mais teórico, ainda que prático Eu gosto de inícios, porque na ingenuidade ou inocência da entrega de quem dá e recebe, resultam normalmente experiências emocionantes e irrepetíveis porque mais espontâneas no experimentar o que não foi feito anteriormente. Que sorte!

Comovente, é, foi a palavra-chave.

Começámos com o tema das Sementes. Embora existissem outros assuntos pelos quais poderíamos ter iniciado, a Graça explicou-nos que a sementeira da maior parte das espécies desta altura, já vai atrasada, porque deveria ter sido em Fevereiro e Março. Foi por isso necessário começar pelas Sementes, para não perder mais tempo. Acho mesmo que o amor à primeira vista aconteceu porque falámos Delas primeiro. (texto a ser revisto e a continuar... Porque agora vou ali à Fnac..., não resisto :)

1.4.11

às vezes o sofá da "casa" arma-se em casa :)

Tomorrow is another day...

Vou levar (:
  • 2 moleskine, que andavam por cá à espera do certo
  • caneta preta permanente
  • lapiseira
  • 6 lápis de cor caran d'ache
  • máq. fotográfica
  • O Borda d´agua
Deixo para uma próxima vez... as botas e tudo o que perceber que é giro e esperto :)