14.2.09
burnout da vida
O raça da miúda é tão rápida!... Eu para aqui a vê-la dar a volta ao mundo por ângulos únicos e diferentes que se há quem consiga é ela, e ela já foi e já voltou, também... naqueles exercícios que sabemos e que se querem protectores... E o instinto, agora, leva-me para as minhas filhas, igualmente prematuramente rápidas... respiro, concentro-me, paro, porque para já é o melhor que posso fazer por todas.
às
12:50
pois...

afinal também devo ter uns quatro cérebros, que os sinto perigosamente acordados, em diálogos quase vertiginosos, cruzados e rendilhados. Claro que sendo assim ela tem que ter pelo menos 6. Porque as minhas amigas são assim, poucas, mas com muitos cérebros. E agora acabada de recuperar duas delas, tenho que ter cuidado porque afinal de contas a razão nem sempre é amiga da emoção e quase conformada com a medida do tudo, aprendo a desfrutar e a viver o presente, quase livre do passado e sem depender da ilusão do futuro. Em paz.
às
12:07
chapéus "em fuga"
Pois... Eu a querer parar de pensar para desfrutar, e ela nesta medida… alucinam-se-me os raciocínios e “verdades”, agora com os critérios de cientificidade que a universidade me trouxe. Escrevo posts imaginários, diálogos quase desesperados… E de repente desejo-nos e revejo-nos debaixo dos chapéus de palha, no sol morno da praia, lado a lado: - tens que ter um plano, para lá mais ao fundo. - imaginas-te a fazer o quê? - … - ah, está bem :) Vai crescer para outro lado que eu sei, tal como eu. Vai e volta um dia, que já o senti. Vamos as duas percorrer o mundo, porque imagine-se não fazemos a coisa por menos! E ainda que de ângulos e ritmos diferentes, vai e volta um dia, que já o senti. E o nosso amor em liberdade é mesmo assim. Eu cá marco passo num novo ritmo assumido e desejado e aprendo a respirar fundo, a não temer, a viver em paz. Só isso, viver em paz.
às
12:00
10.2.09
amor

- Sentires que falhas como mãe ao aceitares ajuda da tua filha é tão válido como eu sentir que tenho a obrigação enquanto filha de ajudar no que é preciso. Seja portar-me bem ou outra coisa qualquer. Ainda ontem te queixaste do seguro do carro. Queres que faça o quê? Que ignore e diga: força aí, tu consegues? Que raio de filha seria? Isso magoa-te, mas não é por seres mãe. Não é regra. E mais, o valor que tens já é imensurável e nunca vai mudar. Por isso desculpa se te magoei.
- Meu amor, não tens de pedir desculpa...Não quero mais nada de ti a não ser a medida que já és. Adoro-te. E agora preocupa-te só com o teu dia de trabalho.
às
10:47
9.2.09
o portugal
dos pequeninos...
Só tenho pena de ainda não perceber nada da bolsa PSI20, DownJones e coisas assim. Sonho antigo que me pertence nunca percebi porquê. Um dia haverá quem me explique. Vai ser divertido, tenho a certeza que sim :)
às
22:23
8.2.09
tenho

sonhado, com cavaleiros, inteligências, institutos, coragens, psicologias, nortes e desnortes e paixões, com a certeza de quem normalmente sonha assim. E como os meus sonhos nascem para ser certos, não entendo o porquê da certeza desta feita, nestas ideias que se tornam fixas e que vêm até mim. É que afinal não o vejo, embora o sinta, assim.
ai a ervilha.
às
17:13
7.2.09
inteligências
já aqui contei como tenho a sorte de ser escolhida pelos livros que leio, fora do tempo de modas alheias. normalmente piscam-me o olho, às vezes mais do que uma vez, num garantir da importância, num garantir do momento certo e pertinente, ainda que para já só meu. foi assim outra vez e agora mesmo, do assombro à excitação, no confirmar de caminhos meus e dos que me estão próximos e ainda assim no avançar. palavras chave: psicologia multifocal; intelecto; auto-critica; resiliência; altruísmo; debate; carisma; intuição criativa; emoção.
às
16:52
liberdade

inflamem-se as alminhas-mais-politicamente-correctas, e ainda que correctas, rígidas e por isso desprovidas da resiliência e criatividade, tão necessárias à sublimação das vidas (acho eu). e porque a verdade nunca é uma só (ainda bem). e porque a subjectividade de cada olhar se valida, na própria existência, no próprio respirar. ontem reparei, quase com soberba de quem conquista uma certeza, no potencial maravilhoso da tão polémica frase:
“por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher” :)
haja pois homens com medida suficiente para mulheres assim! porque mulheres assim se quisessem estariam à “frente”, mas preferem ficar “atrás”! é portanto uma sua escolha, possivelmente de quem sabe que as suas “frentes” são outras e sem ter de provar nada, sabem e podem ser assim. haja pois homens com medida suficiente para mulheres assim!
“por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher” :)
haja pois homens com medida suficiente para mulheres assim! porque mulheres assim se quisessem estariam à “frente”, mas preferem ficar “atrás”! é portanto uma sua escolha, possivelmente de quem sabe que as suas “frentes” são outras e sem ter de provar nada, sabem e podem ser assim. haja pois homens com medida suficiente para mulheres assim!
às
15:57
6.2.09
liberdade

"... andei até à 4ª classe num colégio privado, considerado, principalmente na época, revolucionário tanto de gentes como de método, mais ou menos o método que segue a corrente da escola moderna. quando falo nisto a pessoas um bocadinho mais formatadas-clássicas-(betas)-que-se-querem-modernas-na-moda-faschion, costumo referir que comigo, entre outros, “famosos” mas mais alternativos, estava a margarida pinto correia, aquela, casada com o luís represas e que está neste momento à frente da casa do gil – projecto de apoio a crianças. normalmente quando me sabem enquadrada assim, sossego alguns preconceitos quanto a uma possível minha medida mais estranha e posso então explicar o privilégio e a sorte de ter andado numa escola assim. cresci então num ambiente, pensava eu na altura ser o único, em que todos os gestos dos crescidos, todo o projecto educativo, que ia muito além da aquisição de conhecimentos, se tornaram nas minhas maiores referências e recursos pessoais, até hoje. o princípio subjacente a tudo era o da tolerância, mas acima de tudo da responsabilização de nós próprios sempre em interacção com os outros. partindo do pressuposto que um ser humano tem um determinado potencial, seja ele qual for, a par da sua própria complexidade e da interacção com o meio que o rodeia, a pessoa que está ao nosso lado saberá sempre qualquer coisa mais do que nós e nós mais do que ela. e visto por este modo é tudo muito simples. imaginemos uma criança que tem muita facilidade em matemática (as razões podem ser várias), ao lado está o colega que aparentemente tem sempre muitas dúvidas e dificuldades. assim de repente, vemos um potencial miúdo com possibilidades de no seu percurso conquistar etapas úteis para a sua vida, elogiado pelos professores, reforçada a sua auto-estima, facilitadas conquistas e “poderes” futuros, etc. depois olhamos para o outro na medida inversa. agora imagina que os miúdos têm 6 anos e que estão no recreio. um estagiário resolve fazer um jogo em que estão todos numa roda (estou a inventar :)), começam por escolher um tema ou uma tarefa, e depois à vez, cada um vai ao centro executar essa tarefa, uma representação, o que for. desta vez alguém escolheu: - desapertar e apertar um atacador do sapato! – um a um começam a ir ao centro orgulhosamente e numa excitação exibir a sua recente habilidade (têm 6 anos…). entretanto o poderoso-da-matemática durante minutos eternos e com pensamentos rápidos de quem é bom em cálculos, tenta decidir o que fazer: visto não saber ainda atar os atacadores; não querer expor-se aos outros nessa medida frágil; não querer sentir a frustração, a vergonha e o pôr em causa da sua própria medida. a pressão é enorme, e embora o tema atacador seja aparentemente menor do que o da matemática, ele com 6 anos não sabe disso nem pode saber. a verdade é que a sua construção como pessoa (sempre em interacção com os outros) depende e constrói-se também ali e em momentos e medidas assim. dois desfechos, pelo menos, são possíveis: - não gosto deste jogo! e foi-se embora, perdendo tudo o que a experiência lhe poderia acrescentar, mesmo que no superar dificuldades. ou então corajosamente vai ao centro, não admitindo a sua “fraqueza” e tentando ali mesmo fazer o seu primeiro laço. neste caso nem interessa se conseguiu ou não, porque existiu sempre, “a carga” de todo o jogo, de todos os olhares, na leitura que afinal de contas ele fez dele próprio. quem diria, um simples atar de um atacador… (para o que me havia de dar… até parece que tenho tempo :)). na escola onde eu andei os elogios sobravam sem tabus nem temas preferidos. e éramos todos “iguais” em potencial, um a um, num todo comum, na sociedade. mas ainda não falei da responsabilização, pegando no exemplo anterior, vemos novamente o craque-a-matemática (agora na escola onde eu andei), reparar no craque-do-atacador: - o que foi? não consegues fazer? não percebes? é muito fácil, queres ver? blá, blá, blá. não é certo que o craque-do-atacador passe também a craque-da-matemática, mas certamente leva dali um bom momento de partilha, quem sabe de tira-dúvidas, porque explicado por uma criança que fala como ele, e de certo um amigo (tantos certos, já viste?). entretanto no jogo do atacador o craque-da-matemática, porque acima de tudo se sente bem, sem demasiada pressão, faz uma careta, e ainda que um bocadinho nervosa, cómica, enquanto caminha para o centro ri e diz: - acho que se calhar não vai ficar muito bem… e começa a tentativa… o craque-do-atacador também se ri e numa irreverência saudável naquele recreio, decide adaptar as regras do jogo às circunstâncias e ensinar o craque-da-matemática a fazer o que melhor sabe. ganha um que é bom no atar e ganha o outro que fica a saber como fazê-lo na próxima vez. ganha um na capacidade do assumir do gesto e portanto protagonista do momento, ganha o outro na capacidade em receber ajuda sem que a sua medida possa ser posta em causa. não somos todos iguais, claro está e eu pela vida fora, acabei por muitas vezes ser apanhada de surpresa por medidas que não sabia sequer quantificar ou qualificar. mas a verdade é que mais do que através das palavras que dizemos ou ouvimos, é através da linguagem dos gestos que vamos muitas vezes, validar ou sossegar os medos as dissonâncias na construção de nós próprios, na construção dos nossos filhos. e agora, porque acima de tudo acredito que é na partilha que nos vamos construindo sempre pela vida fora, vou dizer-te o que penso e sinto enquanto mãe/pai (um resumo :)). devo dizer, antes do mais que nem sempre consigo pôr em prática e ser coerente nos gestos em relação a tudo em que acredito e defendo. sou obviamente carregada de dificuldades tal como outro ser humano qualquer. mas acredito e consigo na maior parte das vezes num exercício de puro amor, colocar-me fora da equação e olhar para os filhos como seres humanos, cheios de potencial e de sonhos próprios e completos na sua complexidade de que fazem parte também sensibilidades, fraquezas, medos e inseguranças que devemos acima de tudo ajudar a ultrapassar. na maior parte das vezes, permitindo mais com os gestos e o olhar, que “fracassem” sem se amachucar, mas que avancem no tentar e no conquistar. a verdade é que podemos influenciar, TANTO! é um poder que na maior parte das vezes me assustou, tal a responsabilidade que lhe reconheço. costumo dizer, a propósito de feitos atrás de feitos (aqueles mais óbvios aos olhos da sociedade), das minhas filhas e que também a mim, obviamente me enchem de orgulho, que o meu grande mérito foi o de não ter “estragado” a medida que sempre foi a de cada uma delas. o poder de um pai/mãe, não está nas palavras, embora muitas vezes sejam as palavras que mais recordamos, mas sim na linguagem corporal no dizer de tais palavras, que as tornam verdadeiras e válidas no nosso sentir e por isso a vontade e força para as experimentar. é difícil, tão difícil… controlarmos os nossos próprios limites e sonhos nessa tal linguagem subliminar e ao abrir mão do nosso poder de adultos, permitirmos que um qualquer outro poder se construa, ajudado neste gesto de amor para com os filhos. a capacidade de acreditar na medidas deles, na verdade, no melhor que puder ser".
às
12:04
e

"podia agora, pôr-me aqui com frases e mais frases, carregadas de sabedoria e de nobres intenções, também tão na moda, principalmente na blogo-esfera mas não só. tenho-me apercebido que tantas vezes os blogues (o meu incluído) enquanto fenómeno, espelham aquilo que mais queremos muitas vezes negar de nós próprios, incapacidades várias que tentamos negar, inseguranças que tentamos contrariar, fazendo o registo de sonhos e das mais variadas intenções positivas, numa construção de um personagem menos imperfeito aos nossos próprios olhos, porque validado aos olhos dos outros. e se assim é, é porque é normal no ser humano". e?!
às
12:02
5.2.09
1.2.09
1x3 e 3x1 = 3

cá em casa, reaprendemos o riso. as portas dos quartos abrem-se e mantêm-se. orgulhosas, cada vez mais, de sermos quem e como somos, cá em casa, reaprendemos o riso.
às
22:30
30.1.09
(só)

para terminar onde queria ter concluído:
" - as últimas palavras que lhe disse (a ele), nesse tempo em que ainda olhava directamente nos olhos, foi que queria que se lembrasse para sempre que a única coisa que quis foi poder gostar dele, mesmo, e que precisava que fosse feliz.".
- o que te digo (a ti) agora, é que dificilmente existirá medida de alguém com a capacidade de entender o quanto me mereceria. e isto não é soberba, é infelizmente para mim, a mais pura das verdades.
" - as últimas palavras que lhe disse (a ele), nesse tempo em que ainda olhava directamente nos olhos, foi que queria que se lembrasse para sempre que a única coisa que quis foi poder gostar dele, mesmo, e que precisava que fosse feliz.".
- o que te digo (a ti) agora, é que dificilmente existirá medida de alguém com a capacidade de entender o quanto me mereceria. e isto não é soberba, é infelizmente para mim, a mais pura das verdades.
p.s. quanto ao tempo que parece não me ter marcado como devia/podia, para além dos bons pensamentos, evitar ao máximo as dissonâncias e por isso o despir das máscaras, uma a uma. liberdade.
nunca
às
22:34
28.1.09
a charada,

desta vez é para ti :)
para dizer que, nunca nada é tanto, como o que consegues imaginar. menos, sempre menos… até porque se tanto fosse, já o saberias. aliás, sei mesmo que será cada vez menos, nas expectativas (palavra do mês), nas palavras e por fim nos pensamentos, e mesmo não me imaginando bem assim… sei que é para aí que caminho, será declínio? não me parece... será sublime... pelo menos para mim.
quanto aquele a quem chamaste mito, por excesso de raciocínio ou mesmo por instinto… digo-te eu que de instinto sábio também funciono tantas vezes, mesmo que tantas vezes sem o desejar, já antecipei tudo e disse-o faz tempo. é nisso que acredito, mesmo que de muito tempo se trate, num futuro, lá mais ao longe. provavelmente quando as expectativas de uma e de todos forem já outras. nem melhores nem piores, outras, mais ajustadas, pelo menos… à medida de cada um dos que se vão manter. é verdade que o “mito” tem parte da medida, também minha, claro que tem, como tens tu e por isso dele também. mas As medidas, tanto tua e minha, vão muito mais além e já lá estiveram e já voltaram, e voltarão a ir e vir, no olhar do futuro, num exercício que se pretende protector, mas que também nos dificulta a vida, que de sonhos precisa… veremos.
gosto de ti :) e ainda bem que vais estar sempre aqui, aí, lá, ali.
para dizer que, nunca nada é tanto, como o que consegues imaginar. menos, sempre menos… até porque se tanto fosse, já o saberias. aliás, sei mesmo que será cada vez menos, nas expectativas (palavra do mês), nas palavras e por fim nos pensamentos, e mesmo não me imaginando bem assim… sei que é para aí que caminho, será declínio? não me parece... será sublime... pelo menos para mim.
quanto aquele a quem chamaste mito, por excesso de raciocínio ou mesmo por instinto… digo-te eu que de instinto sábio também funciono tantas vezes, mesmo que tantas vezes sem o desejar, já antecipei tudo e disse-o faz tempo. é nisso que acredito, mesmo que de muito tempo se trate, num futuro, lá mais ao longe. provavelmente quando as expectativas de uma e de todos forem já outras. nem melhores nem piores, outras, mais ajustadas, pelo menos… à medida de cada um dos que se vão manter. é verdade que o “mito” tem parte da medida, também minha, claro que tem, como tens tu e por isso dele também. mas As medidas, tanto tua e minha, vão muito mais além e já lá estiveram e já voltaram, e voltarão a ir e vir, no olhar do futuro, num exercício que se pretende protector, mas que também nos dificulta a vida, que de sonhos precisa… veremos.
gosto de ti :) e ainda bem que vais estar sempre aqui, aí, lá, ali.
às
20:54
27.1.09
26.1.09
25.1.09
os caminhos

e os tempos são afinal também tão diferentes. e o meu renovado eu, com um suspiro, mantém o medo que me observa, afastado, porque já sabe faze-lo… ainda que reajustadas, as expectativas, essas, afinal não dependem de nós, como nada depende, sei eu também agora. chegam renovadas quando têm de chegar, quando podem, na medida do percurso, também da nossa, também de tudo, que podemos percorrer. o tudo também esse, acredito hoje, porque sei, caminha também pelo seu próprio pé, como nós, e às vezes até tropeça e pode até deixar de existir, na medida que também é a dele. e no entanto, está visto, através das expectativas, precisamos de ir caminhando juntos pela vida, às vezes, tantas vezes, até pensando mudar o tudo, mas sempre na ilusão. e?!
às
16:27
perguntas.resposta

e não é suposto seres tu mesmo? e ainda que mais, crua, verdade, melhor assim? depois vencido o medo, é só saberes disfrutar e partilhar. és só tu.
às
15:06
ai a, princesa, ervilha

quase não me atrevo ainda, a acreditar que me curei da virose aguda do meu computador… dos 138 vírus, acho que ainda anda por aqui um… mas como praticamente já não se dá por ele e também por isso já tenho net, vou continuando a fazer actualizações de anti vírus, anti pulgas ou minhocas e sei lá que mais. devia ser proibido as raparigas terem vírus nos computadores, pneus furados, cartões desmagnetizados e coisas assim. porquê? porque sim.
preciso tanto de ir ver o mar.
às
13:55
20.1.09
18.1.09
o abraço do meu irmão, que faz hoje anos.
porque ainda a propósito do natal, queria já ter falado dele... porque hoje faz anos, menos 9 do que eu.
no natal, entre outros, foram dois e inesperados, os presentes que mais gostei. um foi o embrulho que a minha irmã me fez, para o meu presente e que um dia destes tento digitalizar e pôr aqui. basicamente é uma imagem a preto e branco da cara da pipi das meias altas, a rir, desdentada, satisfeita, livre, agrafada a um saco de papel branco com o nome joana, tal e qual me vê, tal e qual eu :) o outro foi um abraço muito espontâneo, que nem teve um olhar de aviso, porque eu estava em pé de costas. grande, envolvente, doce, do meu irmão :) parabéns!
no natal, entre outros, foram dois e inesperados, os presentes que mais gostei. um foi o embrulho que a minha irmã me fez, para o meu presente e que um dia destes tento digitalizar e pôr aqui. basicamente é uma imagem a preto e branco da cara da pipi das meias altas, a rir, desdentada, satisfeita, livre, agrafada a um saco de papel branco com o nome joana, tal e qual me vê, tal e qual eu :) o outro foi um abraço muito espontâneo, que nem teve um olhar de aviso, porque eu estava em pé de costas. grande, envolvente, doce, do meu irmão :) parabéns!
às
18:41
16.1.09
crescer...

acho que a minha tolerância, arranjou dois pseudónimos, um chamado condescendência e outro preconceito :( :D
às
00:12
15.1.09
13.1.09
a gestão do ego & da "companhia"
(tirei a imagem que estáva aqui. não gosto de falcões, de predadores, do desasossego... agora, continuo, em liberdade).
mesmo que sem teia, porque não é aranha, o falcão no entretanto, vai bicando aqui e ali e fica com os sonhos por partilhar. é.
às
00:35
12.1.09
5 anos

muito ocupada, sem olhar para/por mim. ainda não me reconheço, mas já quase me aceito. hoje fui corajosa, estou uma crescida e parece que do mal o menos, tenho boa pinta...? (ah sim? se tu o dizes... e?!). as margaridas verdes na jarra voltaram, agora que o presépio foi dormir um ano quase inteiro.
a ervilha, ai a ervilha...
às
00:56
11.1.09
adeus.casa-natal


- a planta às bolinhas que a m. comprou para esta época.
- a lista das tarefas que não gosto, mas tenho que ir fazendo, em todas as épocas e as maçãs lavadas.
- a árvore no canto do cão, ao pé da laranjeira e as estrelas gordas no armário.
- o pai natal que a m. fez quando tinha 10 anos.
- o canto provisório do cão (biscotto), que foi corrido pela árvore.
- um pequeno-almoço, à espera dos crepes com chocolate e gelado (ai os brownies...).
- presentes embrulhados e prontos.
- os passarinhos encarnados nos puxadores e aqui no candeeiro, ao pé da nossa fotografia, publicada na pais&filhos, há uns anos atrás.
- e o presépio que vamos fazendo, o mais giro do mundo (o rei preto, entretanto já foi pintado).
vai tudo de férias durante um ano, para que se tornem desejados outra vez.
às
18:17
e.hoje.a.lua.está.cheia

Sinopse
a equipa que produziu o multi-premiado "o mar é azul" apresenta-nos uma magnífica série épica que celebra o encanto do planeta terra de uma forma nunca antes vista. com recurso à alta definição e a um orçamento sem precedentes, a série o planeta terra transporta-nos numa espectacular digressão pelos imensos habitats do nosso mundo e deslumbra-nos com imagens e efeitos de cortar a respiração. da claustrofóbica escuridão dos oceanos profundos aos céus infinitos das grandes planícies, dos implacáveis e galopantes desertos às extensões polares geladas e cintilantes, nenhuma parte do nosso planeta ficou por explorar. vivemos num planeta de uma beleza natural ímpar o os 11 episódios desta série oferecem-lhe a visão mais fascinante de sempre do nosso mundo. esta caixa inclui anda uma mini série de 3 episódios que olha para o futuro da terra e para os perigos que ameaçam a vida dos animais, de alguns lugares e, em última instância, do ser humano. a série analisa ainda as crises ambientais do planeta e faz um exame rigoroso sobre possíveis soluções (se elas, eventualmente, ainda existirem). a série o planeta terra é o derradeiro retrato do nosso planeta e proporcionar-lhe-á uma experiência visual única e inesquecível, perfeita para um verdadeiro evento televisivo em família. realizador: alastair fothergill. intérpretes: david attenborough (narrador).
já o tinha antecipado e também por isso agora sabe melhor.
depois do natal, todos os sábados, as três debaixo do edredon viajamos, sentimos, crescemos, juntas.
a equipa que produziu o multi-premiado "o mar é azul" apresenta-nos uma magnífica série épica que celebra o encanto do planeta terra de uma forma nunca antes vista. com recurso à alta definição e a um orçamento sem precedentes, a série o planeta terra transporta-nos numa espectacular digressão pelos imensos habitats do nosso mundo e deslumbra-nos com imagens e efeitos de cortar a respiração. da claustrofóbica escuridão dos oceanos profundos aos céus infinitos das grandes planícies, dos implacáveis e galopantes desertos às extensões polares geladas e cintilantes, nenhuma parte do nosso planeta ficou por explorar. vivemos num planeta de uma beleza natural ímpar o os 11 episódios desta série oferecem-lhe a visão mais fascinante de sempre do nosso mundo. esta caixa inclui anda uma mini série de 3 episódios que olha para o futuro da terra e para os perigos que ameaçam a vida dos animais, de alguns lugares e, em última instância, do ser humano. a série analisa ainda as crises ambientais do planeta e faz um exame rigoroso sobre possíveis soluções (se elas, eventualmente, ainda existirem). a série o planeta terra é o derradeiro retrato do nosso planeta e proporcionar-lhe-á uma experiência visual única e inesquecível, perfeita para um verdadeiro evento televisivo em família. realizador: alastair fothergill. intérpretes: david attenborough (narrador).
já o tinha antecipado e também por isso agora sabe melhor.
depois do natal, todos os sábados, as três debaixo do edredon viajamos, sentimos, crescemos, juntas.
...
...
eu – se eu tivesse agora dinheiro, íamos as três viajar pelo mundo, durante um ano!...
mar – e a minha escola?!
eu – recomeçavas para o ano, não tinha importância.
mar - :)…
…
…
…
mar – ó mãe porque é que se tu achas que podes ganhar o euro milhões, nunca jogas?...
eu – ó mar…, era só uma ideia de sonho…
maria - já estamos a fazer a viagem…
eu – se eu tivesse agora dinheiro, íamos as três viajar pelo mundo, durante um ano!...
mar – e a minha escola?!
eu – recomeçavas para o ano, não tinha importância.
mar - :)…
…
…
…
mar – ó mãe porque é que se tu achas que podes ganhar o euro milhões, nunca jogas?...
eu – ó mar…, era só uma ideia de sonho…
maria - já estamos a fazer a viagem…
às
02:19
10.1.09
na base igual ao meu portanto
depois posso ainda acrescentar, tolerante, verdadeiro, corajoso, sonhador, crente, do mundo, único :)
às
19:30
em verdade,
o meu instinto alerta-me para o eventual perigo, e não gosto. sei jogar mas não gosto nem preciso. prefiro dar.
às
15:11
liberdade

tenho um segredo, um pensamento de futuro por analisar…
fui a primeira neta/criança de duas famílias de avós, ditas tradicionais, e durante seis anos, até à minha irmã nascer, tive os colos, os olhos, as vozes, e os (a)braços, todos só para mim. sei hoje, porque reparo com mais atenção no caminho que fiz e que me pertence, que essa época foi a que melhor me marcou. e embora me lembre pouco dela, sinto-a como importante, segura, determinante e feliz.
os meus pais, quiseram-se “modernos”, informados, cultos, mais livres das convenções, e até aos meus treze anos, acrescentei aos colos, (a)braços, olhos e vozes, dos meus avós, as cavalitas as mãos e as palavras deles também. depois quando se perdeu a família, tal e qual como eu a conhecia, olhei em frente para o mundo e sonhei com o construir da minha. até há uns anos, raramente voltei a olhar para trás, raramente parei de sonhar…
como o pensamento/dúvida é difícil quem sabe de explicar, avanço. entre conceitos e sentires meus, do nada e de tudo, vivi em família mais uma vez, desejando que fosse para sempre. aprendi mais tarde que o compromisso/lealdade com a nossa verdade, entre outras coisas, é absolutamente essencial para que tudo corra bem e evolua no tempo. também perdi essa minha-família, tal e qual como a tinha sonhado. segui em frente e sempre com coragem pus-me a crescer, a crescer… a aprender, aprender, a ser livre. enquanto olhava para o mundo e reparava o quanto mudava, também como eu tão rápido… percebi então que já não acreditava em famílias, pelo menos não para mim, na medida que já tive delas.
indo directa ao assunto… será que me é possível construir e acreditar num outro modelo, actualizado, mais ajustado às verdades, que já não são as da sociedade, mas sim as do indivíduo, de cada um, de “família”, será?
imagino-a então assim: um ele e uma ela, cada um respectivamente com os filhos, os mais lindos do mundo, claro :), livres, atentos, amantes, amigos, exemplos, cúmplices, inteligentes, diferentes, corajosos e por isso acima de tudo em verdade. cada um no seu espaço vital, todos juntos, às vezes, a saber que nos pertencemos também e que o compromisso nos acrescenta.
os meus pais, quiseram-se “modernos”, informados, cultos, mais livres das convenções, e até aos meus treze anos, acrescentei aos colos, (a)braços, olhos e vozes, dos meus avós, as cavalitas as mãos e as palavras deles também. depois quando se perdeu a família, tal e qual como eu a conhecia, olhei em frente para o mundo e sonhei com o construir da minha. até há uns anos, raramente voltei a olhar para trás, raramente parei de sonhar…
como o pensamento/dúvida é difícil quem sabe de explicar, avanço. entre conceitos e sentires meus, do nada e de tudo, vivi em família mais uma vez, desejando que fosse para sempre. aprendi mais tarde que o compromisso/lealdade com a nossa verdade, entre outras coisas, é absolutamente essencial para que tudo corra bem e evolua no tempo. também perdi essa minha-família, tal e qual como a tinha sonhado. segui em frente e sempre com coragem pus-me a crescer, a crescer… a aprender, aprender, a ser livre. enquanto olhava para o mundo e reparava o quanto mudava, também como eu tão rápido… percebi então que já não acreditava em famílias, pelo menos não para mim, na medida que já tive delas.
indo directa ao assunto… será que me é possível construir e acreditar num outro modelo, actualizado, mais ajustado às verdades, que já não são as da sociedade, mas sim as do indivíduo, de cada um, de “família”, será?
imagino-a então assim: um ele e uma ela, cada um respectivamente com os filhos, os mais lindos do mundo, claro :), livres, atentos, amantes, amigos, exemplos, cúmplices, inteligentes, diferentes, corajosos e por isso acima de tudo em verdade. cada um no seu espaço vital, todos juntos, às vezes, a saber que nos pertencemos também e que o compromisso nos acrescenta.
quando leio anthony giddens, grande sociólogo britânico de quem gosto muito, que tenta analisar, e quem sabe, reformular a teoria social e reexaminar a compreensão do desenvolvimento e da modernidade, pergunto-me/te: será que pode haver uma família, ainda que assim? é que caso contrário e apesar do meu crescimento, me ter colocado na verdade, naquela que é a minha medida certa, posso eventualmente apaixonar-me mas não posso novamente amar.
será?
(responderam-me que sim, e tendo em conta, o aparente mais conservador formato, de quem me respondeu, foi muito catalizadora a resposta: ( - SIM É POSSÍVEL!) :) (abri uma excepção na utilização das maiúsculas...).
às
14:10
9.1.09
ando sem tempo,
também para escrever. apetecia-me escrever aqui em tom de primavera, porque definitivamente é o meu tom, sendo o problema esse mesmo o de estar sem tempo e sem tom.
no fim de janeiro, vem lá fevereiro, o que equivale a dizer que é o mês antes de março que é o mês da primavera :) grande lógica :) e assim no fim de janeiro é primavera, e está quase!
no fim de janeiro, vem lá fevereiro, o que equivale a dizer que é o mês antes de março que é o mês da primavera :) grande lógica :) e assim no fim de janeiro é primavera, e está quase!
às
15:34
ainda que com dependências*,

vão-se os poderes ficam as verdades.
*dependência
do Lat. dependentias. f.,
sujeição;
subordinação;
acessório;
anexo;
filial;
relação;
conexão entre dois ou mais objectos que faz com que uns não possam existir sem os outros.
do Lat. dependentias. f.,
sujeição;
subordinação;
acessório;
anexo;
filial;
relação;
conexão entre dois ou mais objectos que faz com que uns não possam existir sem os outros.
às
15:30
o desnorteio

de quem tomou as decisões que pode ou soube, de quem agora envelhece, cai e sai à procura do que não criou raízes, porque a sementeira foi de belos mas frágeis campos de papoilas. a nogueira, essa, há muito que foi decepada. com ela construíram-se móveis, beliches e gavetas de boa madeira que duram, mas nada com raízes.
às
15:29
8.1.09
o que eu mais gosto em mim
é ser tudo e não ser nada* :)
*amor próprio, diferente de auto-estima.
às
00:54
7.1.09
5.1.09
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